Mensagem da família motivou Grêmio

Cartazes, cartas e fotos com mensagens de incentivo aos jogadores do Grêmio feitos pelos familiares dos atletas. Esta foi a principal arma do técnico Tite para motivar seu grupo e chegar ao título da Copa do Brasil, com a vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians neste domingo. Os próprios "alvos" da estratégia reconheceram, já nos vestiários e devidamente ornamentados com a faixa de campeão, que o objetivo foi alcançado. "Depois que aquelas mensagens foram exibidas, todos se sentiram muito confiantes", afirmou o meia Zinho. "A iniciativa nos encheu de disposição." Aliás, a vitória teve um sabor todo especial para Zinho. Neste domingo ele completou 34 anos. "Graças a Deus aconteceu essa coincidência do título vir no mesmo dia do meu aniversário." Mas o resultado não foi um presente apenas para o meia do Grêmio. Seu pai, Crizam César de Oliveira, também fez aniversário na sexta-feira. "Agora temos motivos de sobra para festejar", disse o pai do jogador, orgulhoso.Para Tite, expulso do banco de reservas depois de invadir o campo para comemorar o gol de Marcelinho Paraíba, o terceiro do Grêmio, o seu plano para o jogo correspondeu às expectativas. Mas, segundo ele, o segredo para vencer um jogo que parecia todo favorável ao adversário - o Corinthians jogava por empate sem gols ou por 1 a 1 - foi o trabalho psicológico feito com o grupo. O treinador entende que os jogadores entraram no campo tranqüilos e com a confiança necessária para desempenharem suas funções, independentemente do fato de estarem na casa do adversário. "Eles mantiveram a humildade e atuaram com naturalidade", explicou. "As frases fortaleceram o coração do grupo", acrescentou o lateral-direito Anderson Lima.A modéstia impediu que Tite reconhecesse o ?nó tático? que deu no colega Wanderley Luxemburgo. "Não existe isso", ressaltou o treinador. "Nossos atletas entraram no campo cientes do que tinham de fazer, e fizeram." Polêmica - Um dos mais felizes no vestiário gaúcho era o auxiliar-técnico Cléber Xavier. De ilustre desconhecido, ele ficou famoso na sexta-feira como o "James Bond" do Olímpico, ao ser flagrado e expulso do último treinamento tático comandado por Luxemburgo no Corinthians.Satisfeito pelo trabalho realizado, Xavier disse que as informações obtidas na espionagem foram úteis para sua equipe. "Quando me descobriram lá no Parque São Jorge, faltavam só cinco minutos para o treino terminar", afirmou. "Então, deu tempo para percebermos algumas coisas, como a troca no posicionamento do Marcos Senna e do Otacílio, que acabou acontecendo mesmo durante a partida." Sobre toda a polêmica criada com o episódio, o auxiliar assegurou que não vê nada de antiético no que fez. "Eu paguei o ingresso e entrei como qualquer torcedor que estava lá naquele dia", afirmou o espião. "Infelizmente, um jornalista do Sul deu a informação em voz alta e acabou acontecendo tudo aquilo." Xavier fez questão de esclarecer que em momento algum foi agredido pelos seguranças do clube. Mas admitiu que ficou temeroso quando percebeu que estava sendo conduzido para uma sala localizada numa área isolada do Parque São Jorge. "Mas me trataram bem. Só revistaram alguns equipamentos que eu levava comigo", afirmou. "O único problema foi ter de pular um muro de três metros para sair, já que acharam arriscado voltar ao local onde estavam os torcedores da Gaviões (torcida organizada do Corinthians."

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