Divulgação/ Corinthians
Cantillo foi o terceiro reforço anunciado pelo Corinthians. Divulgação/ Corinthians

Cantillo foi o terceiro reforço anunciado pelo Corinthians. Divulgação/ Corinthians

Mercado da bola: clubes paulistas colocam o pé no freio neste início de ano

Palmeiras, São Paulo e Santos ainda não gastaram em contratações para a nova temporada; Corinthians é a exceção

Ciro Campos e João Prata , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Cantillo foi o terceiro reforço anunciado pelo Corinthians. Divulgação/ Corinthians

A janela de transferências dos clubes brasileiros completou um mês ontem e o número de contratações ainda é pequeno para os quatro grandes do futebol paulista. Desde o dia seguinte ao fim do Campeonato Brasileiro até agora, foram somente cinco novos jogadores, o menor número dos últimos cinco anos. De anúncios oficiais de reforços, o Corinthians acertou com Luan, Sidney e Cantillo.O Santos, trouxe Raniel e Madson. Palmeiras e São Paulo não trouxeram ninguém.

Em janelas anteriores, o número chegou a ser até três ou quatro vezes acima. No ano passado, por exemplo, os clubes haviam feito 16 contratações neste primeiro mês sem calendário de jogos. Só o Palmeiras tinha contratado cinco jogadores: Carlos Eduardo, Matheus Fernandes, Zé Rafael, Arthur Cabral, Felipe Pires. Somadas as contratações, o time alviverde gastou R$ 58 milhões. 

O dinheiro investido, no entanto, não trouxe o retorno esperado e por isso neste ano a diretoria palmeirense colocou o pé no freio. O responsável pelas contratações até o ano passado, Alexandre Matos, foi demitido. Anderson Barros chegou para substituí-lo com a missão de trazer acertos pontuais. A intenção da diretoria é ainda cortar 14% dos gastos referentes ao futebol. O clube já liberou vários jogadores e está em negociações abertas para a saída de mais outros nomes, como o atacante Deyverson.

Após ser ousado na última janela, o São Paulo mudou de postura. No ano passado, o clube tricolor já havia gastado R$ 42 milhões com as contratações de Pablo, Hernanes, Léo Pelé, Pato, Biro Biro, Willian Farias e Igor Vinícius. Em 2020, Fernando Diniz comemorou o fato de não ter perdido jogadores.

O empresário Eduardo Uram acredita que a diminuição no número de contratações dos principais clubes de São Paulo está ligada a uma conjunção de fatores. “Há uma maior responsabilidade fiscal dos clubes. Há uma responsabilidade orçamentária, equivalente ao fair play financeiro da Europa, que é imposto pela Uefa. Aqui, por enquanto, está sendo estabeleci por órgãos internos dos clubes e isso é positivo”, disse.

O dado negativo é a dificuldade de os clubes encontrarem atletas que cheguem para resolver. “Existe também uma baixa disponibilidade de jogadores que agreguem valor aos clubes e isso complica”, opinou Uram.

A alta das moedas estrangeiras também contribui para os clubes investirem menos. O Corinthians, clube que mais contratou entre os paulistas, desistiu do atacante Michael, do Goiás. Depois de oferecer 5 milhões de euros (R$ 22,6 milhões), em nota oficial a diretoria informou que chegou ao limite e que “não fará nenhuma extravagância financeira que possa prejudicar a administração do clube”. 

Neste ano, o Corinthians tenta cortar em R$ 60 milhões a folha salarial. Para começar, está tentando negociar os veteranos Ralf e Jadson. O técnico Tiago Nunes já disse que não vai contar com a dupla para a nova temporada.

E as contratações do Corinthians até agora só vieram por causa de uma nova parceria com o já patrocinador master, o BMG. Além de pagar para expor a marca na camisa, o banco está fazendo empréstimos ao clube. Somente o atacante Luan custou R$ 20 milhões.

No Santos, as duas contratações realizadas até agora foram viabilizadas por trocas. Raniel veio como moeda por Vitor Bueno, do São Paulo. O lateral Victor Ferraz foi para o Grêmio e no lugar dele veio Madson.

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Contratações de Red Bull Bragantino e Ceará movimentam a janela de transferências

Clubes se mobilizam por reforços em busca de reformular os elencos para a próxima temporada

Ciro Campos, João Prata, O Estado de S. Paulo

09 de janeiro de 2020 | 17h57

Se nos quatro grandes do futebol paulista a janela de transferências tem sido de poucas contratações, em outras equipes da Série A do Campeonato Brasileiro o momento é de trazer várias reforços. O Ceará e o Red Bull Bragantino são alguns dos destaques até aqui. Juntos, os clubes trouxeram 16 novos atletas.

O time nordestino conseguiu trazer nomes experientes para o elenco. Um dos últimos deles foi o goleiro Fernando Prass, ex-Palmeiras. Antes vieram também os atacantes Rafael Sóbis, do Inter, e Rodrigão, que estava no Coritiba. A diretoria anunciou até agora nove contratações e não deve parar por aí.

A grande movimentação foi fruto da intenção do Ceará de reformular o elenco. No entender do clube, a temporada anterior foi frustrante e era preciso mudar o perfil dos jogadores. Atletas mais experientes e com mais poder de definição foram os mais requisitados.

O Red Bull Bragantino confirmou nesta quinta-feira o sétimo reforço para 2020. O atacante Thonny Anderson veio do Grêmio e se junta a um elenco que tem ainda mais potencial para aumentar. O orçamento do clube para a temporada é de R$ 200 milhões. Desse valor, somente em contratações a diretoria destinou cerca de R$ 60 milhões nesta janela.

"Achei muito interessante o que foi apresentado para a minha carreira aqui. Boa parte do elenco foi mantida, e quem está vindo chega para somar. Acredito que vai ser um ano de vitória para todos nós", disse o novo reforço do clube.

O número de contratações de todos os clubes deve aumentar porque o mês de janeiro costuma ser movimentado. Mesmo com os Estaduais em andamento é possível trazer jogadores e realizar a inscrição deles nos campeonatos. Em anos anteriores, reforços importantes foram anunciados inclusive em fevereiro e março. 

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