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Mérida faz festa para receber seleção brasileira e reforça segurança

Area que envolve o estádio também conta com proteção da polícia local e da Guarda Nacional Bolivariana

Luiz Raatz, enviado especial a Mérida (Venezuela), O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2016 | 17h43

Situada na parte ocidental da Venezuela, onde o futebol é mais popular, a cidade de Mérida - um dos principais pontos turísticos do país -, já sente nesta segunda-feira o clima para o duelo entre a seleção brasileira e a Venezuela, marcado para terça no Estádio Metropolitano. A avenida principal da cidade foi decorada com faixas com os principais jogadores da seleção venezuelana, como o zagueiro Viscarrondo e o meia-atacante Seijas, do Inter de Porto Alegre. O slogan "território vinotinto", em referência ao apelido da seleção local, foi espalhado em pôsteres desde a estrada de acesso à cidade até o centro.

Nas rádios locais, já começaram as promoções envolvendo a partida. Na 104,5 FM, com uma linha editorial favorável ao governo venezuelano, o locutor prometia na manhã desta segunda "até 3 ingressos de grátis para a partida", por cortesia do governador Alexis Ramírez, aliado do presidente Nicolás Maduro. Nas ruas da cidade, os ambulantes também vendiam camisas da seleção local, com algumas da seleção brasileira.

O esquema de segurança foi reforçado para a partida, com algumas blitz na estrada que separa Mérida de El Vigia, cidade vizinha que abriga o maior aeroporto da região. A área que envolve o estádio também conta com proteção da polícia local e da Guarda Nacional Bolivariana. A arena, construída para a Copa América de 2011, ainda no governo do presidente Hugo Chávez, conta com capacidade para 42 mil lugares.

As entradas, segundo a Federação Venezuelana de Futebol (FVF) variam entre 3 mil e 10 mil bolívares. No mercado negro, esse valor equivale a entre 3 e 10 dólares (de R$ 3,20 a 32 reais). O salário mínimo no país, no entanto, vale 22 mil bolívares.

Entre a população, o clima é um misto de otimismo e decepção em virtude da suspensão de Neymar. O camisa 10 do time de Tite levou o segunda cartão amarelo na vitória de 5 a 0 diante da Bolívia em Natal (RN) e foi suspenso do confronto. "Gosto muito de ver Neymar jogar. É uma pena que ele não pôde vir", disse ao Estado o farmacêutico Miguel Ángel Otero. "Tomara a Vinotinto faça uma boa partida e consiga surpreender o Brasil, como fizemos com a Argentina."

Em setembro, diante de uma seleção Argentina desfalcada de Lionel Messi, a Venezuela conseguiu um empate no mesmo Estádio Metropolitano de Mérida depois de estar vencendo por 2 a 0. A esperança dos venezuelanos é que, sem Neymar, a equipe da casa consiga um resultado similar.

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