Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Mesmo com polêmicas, árbitro de vídeo ainda não entrará em vigor

CBF quer ensinar a arbitragem como utilizar a novidade antes de colocá-la em prática

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2017 | 07h00

Os árbitros de vídeo não serão utilizados nas próximas rodadas do Brasileirão. A novidade tecnológica só deverá ser colocada em prática a partir do dia 11 de outubro – 29ª rodada –, quando todos os profissionais terão finalizados um curso que pretende capacitá-los a usar todos os equipamentos. A ideia é tentar evitar que falhas como as que ocorreram no último final de semana voltem a tomar conta das manchetes.

Os principais árbitros do País estão passando por um curso desde o dia 20 para aprender a melhor forma de usar os equipamentos e tentar otimizar o tempo de bola parada quando a novidade for colocada em prática. O evento ocorre em um resort em Águas de Lindoia, interior de São Paulo, e o curso terminará no dia 11 de outubro. A rodada seguinte, dias 17 e 18, terá, entre outras, a partida entre Corinthians e Grêmio, em São Paulo.

Uma das preocupações da CBF é conseguir fazer com que as decisões tomadas através das imagens de vídeo sejam rápidas, para evitar que a partida fique paralisada por muito tempo enquanto a arbitragem discute o lance e revê a jogada. No último final de semana não faltou polêmica. Houve grande discussão em pelo menos cinco das dez partidas realizadas na Série A do Brasileirão.

A principal delas, o clássico entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi, teve pelo menos cinco jogadas criticadas pelos mandantes, que enviarão uma reclamação para a CBF nos próximos dias. O time tricolor reclama de um pênalti não marcado no primeiro tempo (mão de Pablo), uma falta de Rodriguinho em Júnior Tavares (no lance que culminou no gol corintiano), o gol de Militão (anulado, depois que a arbitragem entendeu que Pratto fez falta em Cássio), um pisão de Maycon no braço de Petros e uma bola recuada por Pablo para o goleiro alvinegro.

As constantes reclamações intensificaram internamente cobranças para que a diretoria tricolor seja mais incisiva quando entender que o time foi prejudicado. Na avaliação de alguns conselheiros do clube, a CBF deveria ter sido pressionada anteriormente.

Gancho. Um outro fato que criou polêmica foi o volante Gabriel ter feito um gesto obsceno para a torcida. O STJD vai analisar as imagens e até o final da semana deve denunciar o corintiano, que será enquadrado no artigo 258-A do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva): provocar o público durante a partida. O atleta pode ser suspenso de duas a seis partidas.

Outros lances polêmicos ocorreram na rodada. No duelo entre Fluminense e Palmeiras, o atacante Dudu caiu dentro da área e os palmeirenses pediram pênalti, enquanto os tricolores alegaram que não houve intenção de Léo em cometer a infração. No confronto entre Bahia e Grêmio, aos 48 do segundo tempo, Edílson escorregou dentro da área e se chocou com Allione, que caiu e o árbitro deu pênalti, para a revolta gremista.

Na partida entre Coritiba e Botafogo, Rildo cruzou, a bola bateu em Rodrigo Lindoso e o árbitro deu pênalti, mas os botafoguenses reclamaram da marcação. Já na partida entre Atlético-MG e Vitória, Fred disputou uma bola com Kanu dentro da área e reclamou que a bola bateu no braço do zagueiro, mas a arbitragem nada marcou. 

Na segunda-feira, Luiz Flávio de Oliveira foi o sorteado para apitar a decisão da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Flamengo, amanhã, às 21h45, no Mineirão. Foi ele que apitou Bahia x Grêmio e marcou um discutível pênalti de Edilson sobre Allione. A CBF já havia adiantado que não colocaria o árbitro de vídeo na final da competição nacional.

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