Mesmo com pressão de patrocinadores, Blatter diz que não deixa a Fifa

Mesmo com pressão de patrocinadores, Blatter diz que não deixa a Fifa

Eleição para cargo de presidente está marcada para fevereiro

JAMIL CHADE, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2015 | 20h37

Os maiores patrocinadores da Fifa se uniram de forma inédita e exigem que Joseph Blatter deixe a presidência da entidade imediatamente. A iniciativa das multinacionais que pagam pelo futebol e seus torneios coloca uma pressão considerada por muitos como insustentável sobre o cartola. Blatter, porém, garante que não vai abandonar o cargo antes de fevereiro de 2016, quando será realizada a eleição que definirá o seu sucessor.

Por meio de seus advogados, Blatter garantiu nesta sexta-feira que não deixará a Fifa. "Blatter respeitosamente discorda da posição (das empresas) e acredita que deixar o cargo agora não serviria ao melhor interesse da Fifa nem às reformas. Ele não vai renunciar", disseram.

Além da Coca-Cola e do McDonald´s, outras empresas também pediram a saída de Blatter. A Anheuser-Busch InBev, também patrocinadora da Copa do Mundo, foi outra que lançou nesta sexta-feira o mesmo alerta, indicando que Blatter se transformou em um "obstáculo" para a reforma. "Seria apropriado que o senhor Blatter deixasse o poder", afirmou.

A Visa, que passou a fazer parte da Fifa graças à Blatter, seguiu o mesmo tom. "Nenhuma reforma real pode ser feita sob a atual liderança", alertou a empresa. "Dado o que ocorreu na semana passada, está claro que o melhor para a Fifa seria a saída imediata de Sepp Blatter".

Juntas, as empresas que pediram nesta sexta-feira a saída do cartola colocaram quase US$ 800 milhões no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Jaimie Fuller, da entidade NewFifaNow, destacou a importância do ato das empresas. "Nunca vimos um patrocinador de uma federação tomar uma ação tão drástica", disse.

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