Paulo Pinto / São Paulo
Paulo Pinto / São Paulo

Mesmo com sombra de Cuca, Jardine segue como plano A para 2019

Lembrado por seu trabalho no Morumbi em 2004, técnico santista dificilmente ficará na Vila no ano que vem

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2018 | 05h00

André Jardine ainda inicia o que pode ser o caminho para se tornar técnico efetivo do São Paulo em 2019. Nesta quinta-feira, contra o Vasco, em São Januário, ele comandará a equipe pela terceira vez, após empate com o Grêmio (1 a 1) e vitória sobre o Cruzeiro (1 a 0). E mesmo que gere certa desconfiança na diretoria e tenha a sombra de nomes pesados, continua sendo o plano A do clube.

A maior ameaça no momento é Cuca. O Estado apurou que este já alertou o Santos, com quem tem contrato até dezembro do ano que vem, que dificilmente seguirá na Vila Belmiro acabada a atual temporada. As divergências com o presidente do clube, José Carlos Peres, deixaram o clima muito ruim entre as partes.

Após a derrota para o América-MG por 2 a 1, no domingo, houve uma reunião ainda no vestiário do Estádio Independência, em Minas Gerais. Em contato com a reportagem, Peres afirmou que foi acertado uma espécie de "pacto": Cuca tentará conduzir o Santos à melhor colocação possível e, ao fim das três rodadas restantes, dará uma resposta definitiva sobre sua permanência no clube. Questionado se o São Paulo seria um possível destino do profissional, o presidente despistou: "Ele vai decidir se fica ou não. Mas duvido muito que, caso não fique, vá para outro time".

Peres admitiu as divergências com o treinador, mas garantiu que isto ficou no passado e não seria a razão de uma eventual saída de Cuca. Não é o que se comenta nos bastidores da Vila. O técnico não teria tolerado certos problemas administrativos do clube, especialmente o que resultou na escalação irregular do uruguaio Carlos Sánchez e custou a derrota por 3 a 0 para o Independiente e praticamente eliminou a equipe da Libertadores.

No São Paulo, Cuca ainda desperta boas recordações por conta do trabalho desenvolvido em 2004, quando praticamente montou o grupo que se sagraria campeão estadual, da Libertadores e do Mundial de Clubes na temporada seguinte. 

Mesmo diante desse cenário, porém, Raí, homem forte do futebol tricolor, pretende dar uma chance a Jardine. Os bons serviços prestados durante os três anos em que o atual interino esteve na base do clube o credenciam a receber o desafio no profissional. Pessoas ouvidas pela reportagem e trabalham diretamente com o ex-camisa 10 apostam na efetivação de Jardine. Mas é sempre bom lembrar: há pouco tempo, o mesmo Raí que demitiu Diego Aguirre bancava o uruguaio como nome para comandar o São Paulo em 2019.

 

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