Mesmo sem Suárez, Uruguai preocupa time da Colômbia

Para o técnico Pekerman, o time uruguaio está equilibrado há 8 anos, além disso os jogadores têm garra dentro de campo

Márcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 16h10

O técnico da Colômbia, o argentino José Pekerman, disse nesta sexta-feira que sua equipe terá uma partida muito difícil contra o Uruguai, mesmo que o adversário deste sábado no Maracanã possa estar abatido pela suspensão do atacante Luis Suárez, um dos principais nomes do time.

A ausência do jogador foi um dos principais temas da coletiva concedida pelo técnico e pelo goleiro David Ospina, mas Pekerman evitou comentar sobre a suspensão e procurou enaltecer o grupo uruguaio a todo momento.

"É um assunto muito sensível, mas nossa preocupação é o Uruguai como equipe, apenas isso", garantiu Pekerman. "Sempre pensamos no Uruguai e na força deles. É um oponente de grande força, com muita capacidade, um excelente treinador e com uma história de sucesso nos últimos anos", elogiou.

"O Uruguai tem muitos jogadores conhecidos internacionalmente, como Cavani e Rodríguez", lembrou Ospina. "Sabemos da capacidade deles, que nunca veem nada perdido, que a cada partida gastam até a última gota de suor", destacou o goleiro.

Para Pekerman, o fato de enfrentar uma seleção sul-americana, com quem a Colômbia cruzou duas vezes nas Eliminatórias - com uma vitória para cada lado - não chega a ser uma vantagem. "O conhecimento do adversário tem sua importância, mas nem sempre podemos assegurar que os jogos serão iguais", disse o treinador.

"O Uruguai é uma equipe muito bem trabalhada, que teve uma continuidade, um ciclo em que todos se conhecem, tem um bom treinador, e não houve muitas variações nos últimos oito anos", comentou Pekerman.

Para o treinador argentino, a Colômbia terá que ter uma atuação quase irrepreensível se quiser avançar na Copa do Mundo. "A chave (para a vitória) vai ser tudo. Numa partida decisiva, todas as situações são importantíssimas. Temos que ter o domínio da bola, aproveitar as oportunidades, defender bem e ter a capacidade de tomar boas decisões", considerou Pekerman.

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