Tony Gutierrez/AP
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Messi admite choro, mas descarta deixar a seleção argentina

'Foi um golpe duro para todos', diz craque sobre a Copa América

Estadão Conteúdo

09 de setembro de 2015 | 12h49

Multicampeão pelo Barcelona, Lionel Messi ainda não deu a mesma sorte pela seleção principal da Argentina, pela qual segue sem levantar um título. Em 2014 e 2015, até esteve perto, ao chegar nas decisões da Copa do Mundo e da Copa América, mas em ambas as ocasiões teve que se contentar com o vice. A derrota para o Chile no torneio continental deste ano, aliás, deixou marcas no jogador.

Perguntado se era verdade que tinha "chorado como um bebê" no vestiário após a queda nos pênaltis em Santiago, Messi não escondeu. "Sim, sim, porque estávamos convencidos de que era o momento, de que íamos ser campeões pela forma como chegávamos, pelo grupo que tínhamos. Tínhamos muita fé, então foi um golpe duro para todos", disse em entrevista à rede de televisão TyC Sports.

As duas decisões, aliás, não foram suficientes para minimizar a decepção de um país que já se vê há 22 anos sem títulos. E como não poderia deixar de ser, o principal jogador argentino, o próprio Messi, foi considerado o grande responsável pela queda para a Alemanha no ano passado e para o Chile em 2015.

Em meio às duras críticas, foi levantada a possibilidade de o jogador abandonar a seleção, mas ele próprio descartou. "Enquanto o técnico quiser, vou estar sempre. Nunca vou negar (uma convocação). Apesar de toda a decepção que sentimos, acho que ficamos muito perto, teremos mais oportunidades e temos que seguir batalhando."

Messi quebrou o silêncio sobre sua relação com a seleção após o empate por 2 a 2 diante do México, em amistoso realizado na última terça-feira. Ele admitiu ter ficado chateado com muitas das críticas que ouviu, mas argumentou que as duas finais em cerca de um ano provam que o trabalho argentino tem sido bem feito.

"Tivemos duas finais em dois anos seguidos, o que não é fácil. Lamentavelmente não conseguimos nada, mas acho que temos muito mérito também pelo que fizemos: chegar em uma final da Copa do Mundo, da Copa América. Todos queríamos levantar as duas, ou uma que fosse, mas não deu. Foram feitas muitas críticas, e muitas de maneira má. Porque acho que mesmo sem levantar nenhum troféu, temos muito mérito pelo que fizemos", apontou.

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