Josep Lago/AFP
Josep Lago/AFP

Estafe de Messi agora cogita ficar no Barcelona e sair de graça apenas na metade de 2021

Imprensa espanhola informa que clube catalão se mantém inflexível em relação ao pagamento da multa rescisória de R$ 4,5 bilhões, o que inviabiliza uma negociação; seu pai repensa saída nesse momento

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2020 | 11h34

A possível saída de Messi do Barcelona ganha mais um episódio nesta semana. Dessa vez, favorável ao clube catalão. Segundo o programa Deporte Cuatro, da emissora Mediaset, o jogador argentino não poderá deixar de graça o clube nesta temporada por causa da multa rescisória. Essa mesma informação foi confirmada pela TyC Sports, da Argentina, e compartilhada por veículos de imprensa espanhola. 

"Há 90% de chance de Messi continuar em Barcelona. Messi está avaliando seriamente ficar em Barcelona até 2021 e sair pela porta grande no fim do seu contrato", disse Martín Arévalo, jornalista da TyC. O pai do jogador participou de uma primeira reunião com dirigentes do clube espanhol e não saiu dela motivado. Messi não se apresentou para treinar nem fez os exames contra a covid-19.  

O Deporte Cuatro questionou o pai e agente do jogador, Jorge Messi, sobre a possibilidade de o argentino permanecer por mais uma temporada no time e ser transferido de graça para outra equipe na metade de 2021. A resposta foi: 'Sim'. No entanto, o periódico espanhol AS afirmou que o desejo do estafe do jogador não é esse. Messi parece irredutível em sua deisão de querer sair, mas sabe que qualquer letígio nesse momento pode lhe custar muito.

Além disso, a posição inflexível do Barcelona faz com que o caso seja submetido a burocráticos processos jurídicos e Messi é contrário a tudo isso. De acordo com a imprensa espanhola, catalã e argentina, ele não quer sair do clube pela porta dos fundos e em meio a polêmicas. Mesi está no Barcelona desde os 14 anos. Joga profissionalmente no time há 16 temporadas. Foi com a camisa do Barça que ganhou seis vezes o prêmio de melhor do mundo.

Para que Messi deixe o Camp Nou este ano, a multa rescisória de R$ 700 milhões (R$ 4,5 bilhões) contida em seu contrato teria de ser paga. Isso abre caminho para que clubes interessados no jogador - supostamente o Manchester City - façam um pré-acordo para que ele deixe o Barcelona de graça no próximo ano. Desta forma, já não há mais convicção de que ele deixará a Espanha. Novas reuniões serão feitas nesta semana ainda. O time se prepara para disputar o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.