Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Estadão apresenta levantamento dos 600 gols de Lionel Messi pelo Barcelona

Desde seu primeiro gol, em 2005, craque argentino não parou mais. Hoje ele é o maior artilheiro de clubes da Europa e lidera o ranking de goleadores da seleção de seu país. Confira as principais vítimas do camisa 10

Renan Fernandes e Murillo Ferrari, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2019 | 13h59

No dia primeiro de maio de 2005, os torcedores que lotavam o Camp Nou para a partida do Barcelona contra o Albacete, pelo Campeonato Espanhol, puderam acompanhar o que seria um gol histórico para a equipe catalã. Após tabela com o melhor jogador do mundo na época, Ronaldinho Gaúcho, um tímido e franzino argentino de cabelos longos mostrou frieza para encobrir o goleiro rival e fazer o seu primeiro gol pelo clube. Esse foi o cartão de visitas de Lionel Messi ao mundo do futebol. Tinha 17 anos.

Quis o destino que, exatos 14 anos depois, aquele jogador que era apontado como uma das maiores promessas formadas nas categorias de base da famosa La Masia chegasse à impressionante marca de 600 gols em 683 jogos com a camisa culé (média de 0,88), graças a uma bela cobrança de falta contra o Liverpool, em semifinal da Liga dos Campeões.

Aos 31 anos, Messi já marcou um total de 665 gols na carreira, sendo 65 pela seleção argentina. Esses números deixam o camisa 10 como maior artilheiro da história tanto do Barcelona quanto de seu país. O Estado apresenta um levantamento que mostra todos esses gols.

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De acordo com os dados da carreira de Messi, a melhor temporada do cinco vezes melhor jogador do mundo (2009, 2010, 2011, 2012, 2015) quando o assunto é bola na rede foi em 2012, quando ele marcou 91 gols, sendo 79 pelo Barça e 12 pela seleção argentina. Das 427 partidas nas quais balançou as redes, em 129 oportunidades ele fez ao menos dois gols. Em 45 delas, marcou três. E em cinco jogos Messi conseguiu chegar os quatro gols. Uma marca impressionante. Mas ele foi além. Em uma ocasião, em 2012, contra o Bayer Leverkusen, o camisa 10 alcançou os cinco tentos em 90 minutos. O jogo era válido pela Liga dos Campeões e terminou em 7 a 1 para a equipe espanhola.

O próprio Barcelona exaltou o número histório do craque nas redes sociais em uma publicação que mostra a evolução dos gols de seu melhor atleta em comparação com outros jogadores que são os maiores artilheiros de suas respectivas equipes, como Gerd Müller, do Bayern de Munique, e Ian Rush, do Liverpool. Messi já deixou todos eles para trás.

O Barcelona já garantiu matematicamente o título do Campeonato Espanhol nesta temporada, com folga e antecedência. A conquista foi a 10.ª de Messi desde sua estreia como profissional. Pela LaLiga, competição nacional espanhola, ele detém o recorde de gols para um único atleta, com 417.

Sua maior vítima na Espanha é o Sevilla, que já teve suas redes balançadas pelo argentino em 36 oportunidades. No confronto com o maior rival, Real Madrid, outra façanha que o coloca entre os maiores de todos os tempos: Messi é o jogador que mais vezes deixou sua marca na história do duelo conhecido como 'El Clásico', com 26 gols.

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Quatro vezes campeão da Liga dos Campeões (2006, 2009, 2011 e 2015), o jogador nascido em Rosário e que chegou ao Barcelona em 2000, aos 13 anos, faz uma disputa particular com seu maior rival de sua geração: Cristiano Ronaldo. O português ocupa atualmente o posto de goleador máximo da maior competição de clubes do mundo, com 127 gols. Messi vem em segundo lugar, com 112. Vale lembrar que CR7 tem três anos a mais do que Messi.

Quando o assunto é seleção argentina, Messi não consegue, no entanto, transformar suas atuações individuais em títulos. Mesmo sendo o maior artilheiro nacional, com 65 gols, 9 a mais do que Gabriel Bastituta, ele não ganhou nenhum título pela equipe principal. O camisa 10 acumula quatro vices: três na Copa América (2007, 2015 e 2016) e um na Copa do Mundo (2014).  Sua mais importante conquista pela Argertina foi o ouro olímpico de Pequim, em 2008.

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