Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Messi contesta multa de R$ 4,3 bi e indica que vai insistir para deixar Barcelona

Após acenar com possível recuo, craque argentino envia comunicado ao presidente da La Liga, organizadora do Campeonato Espanhol, Javier Tebas manifestando sua intenção de romper com o clube catalão

Redação, Estadão Conteúdo

04 de setembro de 2020 | 10h32

O craque argentino Lionel Messi indicou mais uma vez nesta sexta-feira sua intenção de deixar o Barcelona. Quer sair de graça já nesta janela de transferências internacionais do verão europeu. Por meio de comunicado assinado por seu pai e empresário, o jogador contestou a cláusula que prevê multa de 700 milhões de euros (cerca de R$ 4,3 bilhões) em caso de rompimento de contrato.

"Sem prejuízo de outros direitos que estão incluídos no contrato e que omitem, é óbvio que a indenização de 700 milhões de euros, prevista na cláusula 8.2.3.5 anterior, não se aplica em absoluto", informou parte do comunicado enviado ao presidente da LaLiga, organizadora do Campeonato Espanhol, Javier Tebas. "Ela não se aplicará quando a resolução do contrato por decisão unilateral do jogador tenha efeitos a partir da finalização da temporada 2019/2020".

No último domingo, a La Liga emitiu comunicado indicando que o contrato de Messi ainda se encontra vigente, até o fim da temporada 2020/21, e que o jogador só poderia deixar o clube automaticamente pagando a multa rescisória em questão.

O argentino não se reapresentou nesta semana ao novo técnico, o holandês Ronald Koeman, como previa o planejamento da diretoria do Barcelona. Ele era aguardado para fazer testes para a covid-19 no último domingo e começar a treinar na segunda-feira, mas não apareceu nem se justificou.

O Barrcelona já reiterou sua posição de não negociar a liberação antecipada de Messi, dizendo que o presidente só se sentará para conversar com o jogador argentino se o assunto for a extensão de seu contrato além da próxima temporada. O clube também disse que não está negociando uma possível transferência com qualquer outra equipe da Europa. Manchester City e Paris Saint-Germain sonham com o craque, eleito seis vezes o melhor do mundo.

O argentino anunciou sua decisão de sair na semana passada, enviando ao clube um "burofax", um documento certificado semelhante a um telegrama. Ele invocou uma cláusula contratual que lhe permitia sair de graça até dez dias depois do fim da temporada, mas o clube afirma que esse artigo do contrato já expirou, se baseando no término da temporada pelo calendário oficial (31 de maio).

Espera-se que uma guerra judicial se desenrole, já que Messi argumentará que a temporada foi estendida além da data em que a cláusula expirou por causa da pandemia do novo coronavírus, terminando no dia 23 de agosto, data da final da Liga dos Campeões da Europa, que o Barcelona pedeu para o Bayern de Munique. Messi quer sair de forma unilateral, sem pagar a multa rescisória.

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