Natacha Pisarenko / AP
Natacha Pisarenko / AP

Messi é novamente denunciado por fraude e lavagem de dinheiro

Denúncia foi formulada por um ex-funcionário da Fundação Leo Messi; jogador do Barcelona já foi condenado em 2016 por fraude fiscal na Espanha

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 06h48

MADRI - O craque argentino Lionel Messi, seu pai Jorge e sua fundação foram denunciados na Espanha por um ex-funcionário da entidade por supostos delitos contra finanças públicas, fraude e lavagem de dinheiro, segundo um documento recebido pela Agência France-Presse nesta quarta-feira, 5.

A denúncia, ainda não acatada, foi formulada por Federico Rettori, um argentino que trabalhou para a Fundação Messi e mora na Ilha de Mallorca.

Em 2018, Rettori havia apresentado uma denúncia similar na Argentina. Segundo fontes jurídicas, há em curso uma investigação preliminar por suposta evasão fiscal agravada e possível desvio de dinheiro para paraísos fiscais, embora no momento nem o jogador do Barcelona e nem seu pai sejam acusados.

A denúncia de Rettori na Espanha é direcionada também ao irmão do jogador, Rodrigo, e "todas aquelas pessoas, ainda não identificadas, que de uma forma ou de outra tenham administrado e gerido fundos na Fundação Leo Messi", segundo o texto.

De acordo com o documento, os fundos recebidos "originalmente deveriam ser destinados a ações sociais", mas foram desviados para outro tipo de atividades privadas ou contas diferentes das declaradas pela Fundação.

A denúncia de Rettori argumenta que a Fundação Messi, criada em Barcelona em 2007, não foi inscrita no Registro Catalão de Fundações até 2013 e, por isso, teria recebido fundos durante estes anos, mas operado "sem nenhum tipo de controle ou prestação de contas em nenhum organismo oficial".

Rettori também sustenta que, desde que a Fundação Leo Messi Argentina foi criada, em 2009, "não foram apresentados relatórios e balanços" à Inspeção Geral de Pessoas Jurídicas (IGPJ). "Como no caso da Espanha, há rendimentos multimilionários que não aparecem refletidos em nenhum organismo oficial, ou seja, nunca foram declarados", acrescenta a denúncia.

O atacante do Barcelona já foi condenado em 2016 por fraude fiscal na Espanha, ocasião na qual foi imposta uma multa de € 2 milhões e uma pena de 21 meses de prisão, comutada após uma sanção suplementar de € 252 mil. / AFP

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