Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

'Nós mostramos que também sabemos jogar duro', exalta Messi

Já o técnico da Argentina teme condição física de sua equipe

EFE

17 de junho de 2015 | 08h47

Para o meia Lionel Messi, a Argentina mostrou nesta terça-feira que pode fazer jogos "duros" como no clássico com o Uruguai, pelo grupo B da Copa América. O time venceu por 1 a 0. "Nós tentamos jogar, como fizemos durante quase toda a partida", disse o craque do Barcelona. O jogador acrescentou que a seleção argentina buscou o gol adversário "por um lado e por outro", até que Agüero conseguiu balançar as redes. "Lutamos muito depois do gol. Era o que pedia a partida. Fizemos isso, mas também buscamos jogar da forma como estamos acostumados", disse o camisa 10.

Já o técnico Gerardo 'Tata' Martino constatou que sua seleção sofre quando não tem o controle do jogo e reconheceu que, apesar da vitória magra sobre o Uruguai, a parte física de seus jogadores é motivo de preocupação para a sequência da competição. Boa parte dos jogadores argentinos terminaram recentemente a temporada na Europa.

"Não há muito que fazer nesse aspecto. São muitas as partidas que estes meninos jogam em equipes muito importantes", disse Martino em entrevista coletiva, que também assumiu que "faltou físico" nos últimos 15 minutos. Tata Martino reconheceu que sua proposta de jogo "pede muita mobilidade", o que acaba exigindo muito da parte física. Além disso, o treinador considerou que "a falta de continuidade" é outro aspecto a ser melhorado. "Uma característica habitual destes jogadores é terminar os jogos e, hoje (terça), essa parte está faltando um pouco", acrescentou.

Martino assinalou que na partida desta terça viu 70 minutos "parecidos com o primeiro tempo contra o Paraguai", mas, depois, "o jogo se complicou pela grande equipe do Uruguai". "Não é que eu deixe de avaliar o resultado conseguido, mas estou mais interessado em ver como chegamos ao mesmo", analisou. O técnico argentino também exaltou o meia Javier Pastore, do Paris Saint-Germain. "Pastore fez um jogo muito bom, construiu jogadas com mais comodidade que contra o Paraguai, com mais continuidade no jogo", disse. Sobre sua expulsão, Martino afirmou que acredita que foi porque deu "dois ou três passos dentro de campo".

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