Diego C. Benitez/EFE
Diego C. Benitez/EFE

Messi nunca jogou tanto pela seleção argentina

Trunfo da classificada Argentina é o craque do Barça, que sob o comando de Sabella, calou os críticos

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2013 | 07h47

SÃO PAULO - A Argentina se tornou no início da madrugada de terça-feira a décima seleção classificada para a Copa do Mundo do ano que vem. Garantiu a vaga em grande estilo, com duas rodadas de antecedência e uma goleada por 5 a 2 sobre o Paraguai em Assunção. E o grande trunfo da equipe dirigida por Alejandro Sabella foi ter o melhor Messi que já vestiu a camisa da seleção.

Com o novo treinador, que entrou no lugar de Sergio Batista depois que o time foi eliminado nas quartas de final da Copa América disputada em casa em 2011, o craque do Barcelona jogou muita bola e calou os críticos que o acusavam de não mostrar na seleção o futebol que exibia no clube. Em 22 partidas ele marcou 20 gols – antes, tinha feito 16 em 61 jogos. Ele divide com o uruguaio Luis Suárez a artilharia das Eliminatórias Sul-Americanas com dez gols e desbancou Crespo da condição de segundo maior artilheiro da seleção – o líder é Batistuta, que marcou 56 vezes.

"Precisávamos devolver ao torcedor a confiança na seleção, e hoje noto que as pessoas acreditam muito nesta equipe", disse Messi. Acreditar, acreditam. Mas ainda não estão completamente satisfeitas. Boa parte dos torcedores cobra a volta de Tevez ao grupo, e durante a partida contra o Paraguai um grupo exibiu um cartão com a seguinte frase: "Sabella, Tevez é argentino". Considerado o "craque do povo" – por sua origem humilde e a maneira como luta durante os 90 minutos –, o hoje atacante da Juventus nunca foi convocado por Sabella.

"Reconheço as qualidades de Tevez, mas hoje temos cinco atacantes e todos estão me satisfazendo: Messi, Agüero, Higuaín, Palacio e Lavezzi", disse o treinador. Com a Argentina garantida, as duas rodadas que restam definirão os outros três classificados da América do Sul e qual o time que lutará por uma vaga enfrentando a Jordânia (quinta colocada da Ásia) na repescagem. Os times que têm chance são: Colômbia (26 pontos), Chile (24), Equador (22), Uruguai (22) e Venezuela (19).

Esta quinta-feira será um dia importante para o continente africano, porque um sorteio vai definir os confrontos do playoff que apontará os classificados para o Mundial. Serão partidas de ida e volta, e os cinco vencedores virão ao Brasil. Com base no ranking da Fifa, os cabeças de chave serão Costa do Marfim, Gana, Argélia, Nigéria e o surpreendente Cabo Verde – que arrancou a classificação com uma vitória fora de casa sobre a Tunísia por 2 a 0 no último sábado. As outras cinco equipes que estão na briga são Burkina Faso, Camarões, Egito, Senegal e Etiópia.

Essa divisão para o sorteio pode colocar Camarões diante de Costa do Marfim ou Nigéria, o que causaria a eliminação de alguma seleção tradicional do continente. As partidas de ida serão disputadas nos dias 11 e 15 de outubro, e as de volta em 15 e 19 de novembro.

DRAMA MEXICANO

Na Concacaf, que já tem Estados Unidos e Costa Rica classificados, a situação do México é dramática. A equipe está em quinto lugar com oito pontos (ao lado do Panamá, mas em desvantagem no número de gols marcados) e só os três primeiros se classificam – o quarto jogará a repescagem contra a Nova Zelândia. A terceira posição é de Honduras, que tem 11 pontos.

Faltam duas rodadas, e o México jogará em casa contra Panamá e fora contra a Costa Rica. Os panamenhos receberão os Estados Unidos na última rodada, e os jogos de Honduras serão contra Costa Rica (em casa) e Jamaica (fora). Se o México não se classificar, aproximadamente 50 mil turistas do país deixarão de vir ao Brasil – o que poderia reduzir em até US$ 500 milhões (R$ 1,1 bilhão) o faturamento do setor turístico com o Mundial.

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