Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

Messi sonha em voltar ao Barcelona como dirigente e revela mágoa com Laporta

Agora no Paris Saint-Germain, argentino afirmou que presidente nunca pediu para ele jogar de graça: 'Eu não merecia isso'

Redação, Estadão Conteúdo

01 de novembro de 2021 | 13h19

Atualmente no Paris Saint-Germain após 16 temporadas pelo Barcelona, Lionel Messi abriu o coração em entrevista ao diário Sport, da Espanha, nesta segunda-feira. O astro argentino revelou que sonha com um retorno como dirigente ao clube catalão e não escondeu ter saído magoado com o presidente Joan Laporta.

Em agosto, pouco antes do fim das negociações, o todo-poderoso do Barcelona foi à imprensa falar que "tinha esperança" de Messi jogar de graça no clube. O argentino viu a atitude de Laporta como uma maneira de jogar a culpa da saída nele mesmo após aceitar abrir mão de 50% de seus vencimentos.

"Ninguém do Barcelona me pediu para jogar de graça, recebi um corte (salarial) de mais de 50% e estava disposto a ajudar ainda mais o clube. As palavras do presidente Joan Laporta me magoaram, eu não merecia isso", disparou Messi. "Ele me machucou porque acho que é como tirar a bola de cima de você e não esperar o resultado ou assumir a responsabilidade pelas coisas. Isso faz as pessoas pensarem coisas ruins ou produz um tipo de incerteza."

Apesar da mágoa, Messi ainda sonha em uma volta ao clube catalão. Não como jogador, pois tem contrato até os 36 anos com o PSG. Ele pretende ajudar como dirigente de futebol ou algo parecido. "Gostaria de ser diretor técnico um dia, não sei se no Barça ou não. Se houver a possibilidade, adoraria voltar e ajudar porque é o clube que amo."

Messi também foi questionado sobre a aposentadoria, mas evitou dizer que pensa no dia de pendurar as chuteiras. Admitiu, contudo, sonhar em fazer uma bela Copa do Mundo com a Argentina no Catar, no fim de 2022.

"Depois de tudo o que aconteceu comigo, vivo dia a dia, ano a ano. Não sei o que vai acontecer na Copa do Mundo ou depois. Eu não penso nisso. O que quer que tenha que acontecer naquele momento, acontecerá", observou. "Estamos muito animados em poder fazer grandes coisas. Viemos da conquista da Copa América depois de tanta espera e isso nos dá um grande alívio e empurrão para o que está por vir."

Reconheceu, entretanto, que a Argentina correria por fora no Catar, pois vê seleções em melhor nível. "Hoje estamos bem. Mas ainda precisamos melhorar para ser um dos grandes candidatos. Acho que hoje não somos, existem outros times melhores, mas estamos no caminho certo. A dinâmica é boa, o ambiente é bom e a vitória ajuda muito. Tivemos a sorte de vencer e isso nos fará crescer ainda mais."

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