Saeed Khan/AFP
Saeed Khan/AFP

'Meu tio não queria viver', revela sobrinho de Maradona à TV argentina

Johnny Espósito, que acompanhou os últimos dias de vida do astro argentino, revela que ídolo não queria continuar na situação em que estava

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 09h08

O sobrinho de Diego Maradona, Johnny Espósito, revelou como foram os últimos dias de vida de seu tio, morto há cerca de dois meses em decorrência de parada cardiorrespiratória. Ele estava em sua casa. "Diego não queria viver mais", contou Espósito à emissora argentina KZO. "Não sei por que ele não lutou como sempre lutou pela vida. Acho que pode ter sido porque ele não conseguia mais chutar uma bola". 

O relato de Espósito vai de encontro ao que foi dito pela cozinheira da casa de Maradona, Romina Milagros Rodríguez, depois de sua morte. Ela acredita que o ex-jogador estava cansado de viver. "Para mim, ele deu um fim a tudo. Se começamos a falar sobre Diego, ele era de fazer milagres, poderia estar vivo. Para mim, estava cansado", relatou a cozinheira à emissora América.

 

Segundo Espósito, Maradona dizia que não queria viver na situação em que se encontrava, em casa, de cama, sem mais boa saúde, sem poder fazer as coisas que gostava. "Ele me disse: 'já vivi 60 anos e me privei de muitas coisas, não quero continuar assim'", contou o sobrinho. "Não sei se ele sentiu (que estava prestes a morrer), mas ele dizia: 'vivi até os 60, eu não quero mais'". 

Maradona morreu em casa. Familiares, como Espósito, que vivia com o tio, e funcionários, como Rodríguez, chamaram uma ambulância para socorrê-lo, mas o ídolo argentino deu o último respiro antes mesmo da chegada do veículo de emergência. Ele tinha passado por um cirurgia cerca de duas semanas antes. 

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