México deixa Sánchez decidir se volta para jogar

O goleiro Oswaldo Sánchez terá autonomia para decidir se volta à Alemanha para a estréia da seleção na Copa do Mundo, domingo, contra o Irã, em Nerumberg. O jogador viajou de volta para seu país na madrugada desta quinta-feira para acompanhar o enterro de seu pai, Felipe, que morreu de ataque cardíaco, às vésperas de embarcar para ver a estréia do filho em Mundiais.Sánchez, que joga no Chivas, havia sido reserva em 1998 e 2002, e disse na quarta-feira que não via a hora de enfim entrar em campo pela seleção numa Copa. Ele viajou para Guadalajara, onde o pai seria enterrado, acompanhado de Jorge Campos, ex-goleiro e atual assistente-técnico da seleção."Se ele nos pedir para voltar, moveremos céu, mar e terra para trazê-lo de volta", disse o diretor da seleção, Guillermo Cantú, em coletiva nesta quinta-feira. As opções do técnico Ricardo Lavolpe são Jesús Corona e Guillermo Ochoa. "Mas temos de esperar pela reação dele e pela decisão da famílila", completou.Durante a coletiva, o zagueiro Rafael Márquez, capitão da seleção, o volante Pavel Pardo e o atacante Jared Borgetti, ao lado de Cantú, fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Felipe Sánchez. "Oswaldo sabe que pode contar conosco, que tem aqui mais do que um grupo de amigos", disse o jogador. "Esperamos sua volta com os braços abertos", disse Borghetti, que viveu experiência semelhante - a morte de sua irmã - durante a Copa América de 2004, no Peru. "Nessas horas, nada do que é dito pode aliviar a dor que você sente."O presidente mexicano, Vicente Fox, enviou uma carta de condolências a Oswaldo Sánchez.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.