Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE

México espera que retrospecto favorável seja motivação contra o Brasil

Equipe acredita que pode surpreender os donos da casa e citam histórico recente

Fernando Faro - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2013 | 08h00

FORTALEZA - Onze jogos; seis vitórias e apenas três derrotas. Desde 2001 o México enumerou triunfos memoráveis e assumiu o papel de asa negra do Brasil no século 21 - isso descontadas as derrotas nas finais da Copa das Confederações de 99 e na Olimpíada do ano passado. O próprio Luiz Felipe Scolari admitiu que os campeões da Concacaf viraram uma pedra no sapato e pedem cuidado no jogo desta quarta-feira, no Castelão.

 

Seu colega mexicano José Manuel de la Torre quer aproveitar o retrospecto recente para motivar seus jogadores no confronto. O México precisa de uma vitória para seguir em condições de se classificar no grupo A, enquanto uma derrota deixa o time à beira da eliminação (bastaria a Itália empatar com o Japão na Arena Pernambuco).

 

"Isso é muito mencionado por causa das últimas situações, especialmente nos Jogos Olímpicos. Vamos tentar nos aproveitar desse fator para fazermos uma boa partida", explicou o técnico, que tem oito jogadores no elenco que ganharam o ouro em Londres.

 

Mesmo ciente do cenário adverso, o técnico não desanima e pondera que jogar contra os donos da casa é um fator que deve alegrar os jogadores, não preocupá-los. Para ele, é a chance da equipe reverter a atual má fase e conseguir renascer na competição.

 

"Já competimos perfeitamente em todos os lugares do mundo inclusive com títulos. Será um cenário lindo, com os anfitriões antes do Mundial e seremos parte disso", ponderou.

 

De la Torre reconhece que o Brasil é favorito para o duelo, mas lembra que seu time tem uma base que vem jogando junta há algum tempo e não consideraria zebra derrubar os anfitriões. Ele lembra que em Londres todos davam os brasileiros como franco-favoritos à medalha de ouro.

 

"Eles sabem que a Olimpíada é um exemplo do que podemos fazer contra o Brasil. São é algo que acontece da noite para o dia, mas eles estão em condições de fazer isso porque estão treinados".

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