Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Micale é demitido da seleção sub-20 após fracasso no Sul-Americano

Nome do substituto do treinador ainda não está definido

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2017 | 15h34

Menos de um ano após conduzir o Brasil ao inédito ouro olímpico nos Jogos do Rio, Rogério Micale está fora da seleção brasileira sub-20. Nesta segunda-feira, a CBF confirmou o desligamento do treinador, pouco mais de uma semana depois do fracasso da seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano da categoria.

A saída de Micale não surpreende, afinal, na semana passada, a direção da CBF já havia demitido o coordenador das categorias de base da seleção, Erasmo Damiani, pouco depois de o Brasil fechar o torneio continental em quinto lugar, fora da zona de classificação para o Mundial Sub-20. Assim, o treinador também acabou sendo demitido, assim como os outros membros da comissão técnica, como o preparador de goleiros Rogerio Maia, o coordenador de scout Paulo Xavier, o administrador Gustavo Copertino e o supervisor Vinicius Costa

O nome do substituto de Micale, assim como de quem vai suceder Damiani, ainda não está definido, mas a sua escolha terá a participação direta de Edu Gaspar, coordenador da seleção brasileira principal. E entre os nomes aventados para os cargos estão os de Sylvinho e Alessandro.

Micale estava à frente da seleção brasileira sub-20 desde maio de 2015, sucedendo Alexandre Gallo e levando o time até a final do Mundial da categoria, quando perdeu a final para a Sérvia. Poucos meses depois, dirigiu a equipe que foi bronze no Pan de Toronto.

Posteriormente, também assumiu a seleção olímpica, diante da demissão de Dunga, e conseguiu levá-la ao ouro nos Jogos do Rio, depois de um início titubeante na competição, mas que terminou em título com a vitória sobre a Alemanha na disputa de pênaltis na decisão realizada no Maracanã.

O êxito da seleção levou Micale a ter o seu contrato renovado pela CBF para o ciclo olímpico dos Jogos de Tóquio-2020. O próprio treinador, porém, havia reconhecido recentemente que seriam os resultados que assegurariam a sua permanência à frente do Brasil para a próxima Olimpíada ou sua queda antes dos Jogos em Tóquio. Foi exatamente o que ocorreu agora, após o fracasso do Brasil no Sul-Americano disputado no Equador.

Mais conteúdo sobre:
Futebol Rogério Micale Futebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.