Rubens Chiri|Divulgação
Rubens Chiri|Divulgação

Michel Bastos se diz perseguido pela torcida e cogita deixar o clube

Jogador do São Paulo lamenta vaias após perder pênalti em empate

O Estado de S. Paulo

31 de março de 2016 | 07h00

O meia Michel Bastos, do São Paulo, desabafou nesta quarta-feira após ser novamente vaiado pela torcida durante o empate em 1 a 1 com o Linense, em São José do Rio Preto, pelo Campeonato Paulista. O jogador disse se sentir perseguido e além de manifestar descontentamento com o relação conturbada com o público, afirmou que pretende conversar com a diretoria sobre deixar o clube caso a situação se mantenha.

Na partida o meia perdeu um pênalti ainda aos 28 minutos do primeiro tempo. Em fevereiro, pela Copa Libertadores, Michel Bastos também chutou na trave uma cobrança contra o César Vallejo, do Peru, e foi alvo nas semanas seguintes de uma série de protestos. "Por qualquer coisinha que faço, sou vaiado. Em 15 anos de carreira, é a primeira vez que isso acontece, uma situação diferente para mim. É difícil, mas, enfim, é seguir trabalhando. Se perceber que estou atrapalhando, vou sentar com a diretoria para ver o que é melhor para mim e para o São Paulo", comentou.

No mês passado o atleta foi ironizado em um protesto da torcida no Pacaembu, ao ser chamado de "Migué Bastos". Dias depois, contra o Novorizontino, a cada participação do camisa 7 no jogo parte dos são-paulinos apitavam. Nem mesmo o gol marcado na ocasião amenizou as críticas. "Não estou aqui para atrapalhar. Desde que cheguei, sempre agradeci ao São Paulo pela oportunidade. Nunca saí de um clube pela porta dos fundos, pelo contrário", disse o meia, que está no clube desde agosto de 2014.

Apesar da relação conturbada e do erro de pênalti, Michel Bastos disse que não vai se esquivar de outras possíveis cobranças. "Estou em uma fase em que as coisas não dão certo. Vou continuar tentando. Só erra quem bate. Estou buscando encontrar a paz comigo e com a torcida. Nesse momento não posso fugir, por isso peguei a bola para bater", explicou.

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