Milan apela à Fifa para ficar com Kaká

O Milan enviou hoje à Fifa um pedido oficial para que não seja obrigado a liberar Kaká para a disputa do Torneio Pré-Olímpico, que será realizado no Chile entre 7 e 25 de janeiro. O clube argumenta que as datas da competição não integram o calendário oficial elaborado pela entidade e cita como precedente o fato de que a Fifa desobrigou alguns clubes franceses de liberar jogadores para a disputa de uma rodada do Pré-Olímpico da África, em novembro.O caso será discutido pelo Comitê Executivo na sexta-feira em Frankfurt, quando serão sorteados os grupos para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 em todos os continentes menos na América do Sul - onde os jogos já começaram.Um dos integrantes do Comitê Executivo é Ricardo Teixeira, presidente da CBF e diretamente interessado no assunto. Ele está aproveitando sua proximidade com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para tentar garantir a liberação do meia. Ambos estiveram juntos nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, acompanhando o Mundial Sub-20, e estão na Alemanha.Como Kaká é o capitão do time e fundamental no esquema do técnico Ricardo Gomes, o presidente da CBF faz questão de sua presença no Pré-Olímpico para ajudar o Brasil a garantir uma das duas vagas para Atenas/2004 - o ouro olímpico é uma obsessão para Teixeira.No Milan, o técnico Carlo Ancelotti fala com cautela sobre o assunto. "Não tenho certeza de que Kaká estará conosco em janeiro", disse hoje, quando confirmou que o meia será titular no jogo de amanhã contra a Sampdoria pela Copa da Itália.Embora o Milan alegue que as datas do Pré-Olímpico não constam do calendário da Fifa, o fato é que o torneio é oficial e por isso os clubes são obrigados a liberar os jogadores.A informação foi confirmada ao Jornal da Tarde na semana passada por Eugenio Figueiredo, vice-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. Mas ele acha que o Brasil deveria abrir mão de chamar Kaká porque o meia já joga na Seleção principal. "Pela lei, o Milan tem de ceder Kaká. Mas seria bom o Brasil não abusar do direito de contar com o jogador", disse.

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