Milan e Boca decidem título amanhã

O estádio de Yokohama, no Japão, será centro neste domingo do encontro de dois dos maiores mitos do futebol. Milan e Boca Juniors decidem a 42º edição do mundial de clubes, no duelo entre o campeão da Europa e o da América do Sul. O título é ?oficioso?, pois a Fifa não o reconhece, já que criou o seu torneio, disputado só em 2000 e vencido pelo Corinthians. Mas a Copa Intercontinental atua, no imaginário popular, como o parâmetro fiel para determinar a hegemonia internacional. O jogo começa às 8h15, horário de Brasília, e terá transmissão ao vivo pelo SporTV.O Milan faz parte do bloco dos maiores vencedores desse desafio. Os italianos venceram em 1969 (3 a 0 e 1 a 2 diante do Estudiantes de La Plata), 89 (1 a 0 sobre o Nacional, da Colômbia) e 90 (3 a 0 no Olimpia, do Paraguai). Os outros dois tricampeões são Real Madrid (60, 98 e 2002) e Peñarol (61, 66 e 82). O Boca faturou a taça em 1977 (2 a 2 e 3 a 0 no Borussia Moenchengladbach) e 2000 (2 a 1 diante do Real Madrid).O Milan deixou escapar o título em três ocasiões - a mais famosa delas em 1963, quando bateu o Santos por 4 a 2, em Milão, mas perdeu por 4 a 2 e 1 a 0, no Rio. Depois, caiu também em 93 (3 a 2 para o São Paulo) e em 94 (2 a 0 para o Velez Sarsfield). O Boca não fez a festa em 2001 (1 a 0 para o Bayern de Munique).O Mundial Interclubes teve sua primeira edição em 1960, quando o Real Madrid, então pentacampeão europeu, enfrentou o Peñarol, primeiro vencedor da recém-criada Copa Libertadores da América. Foram dois jogos: 0 a 0 em Montevidéu e 5 a 1 no Santiago Bernabéu.Os europeus, com o tempo, irritaram-se com as brigas com os sul-americanos e ensaiaram boicotar o confronto de fim de ano. Tanto que se negaram a jogar em 75 (seria Bayern de Munique x Independiente) e em 78 (Liverpool x Boca Juniors). Para que a disputa não morresse, os japoneses resolveram bancá-la, a partir de 1980, em partida única. Os brasileiros que tiveram o gostinho da volta olímpica foram Santos (62 e 63), Flamengo (81), Grêmio (83) e São Paulo (92, 93).Os europeus costumam fingir que esnobam o Mundial, mas o Milan admite: desta vez leva a sério, pois pode tornar-se o maior campeão. O técnico Carlo Ancelotti espera contar com força máxima, embora Inzaghi e Nesta não tenham presença confirmada. Kaká fica como alternativa, enquanto Dida e Cafu são nomes certos para iniciar o clássico. O Boca Juniors, do treinador Carlos Bianchi, aposta no talento do brasileiro Iarley e espera até o último minuto pela recuperação de Tévez, a grande estrela do time argentino. Empate no tempo normal provoca prorrogação. Se a igualdade persistir, o campeão de 2003 sairá na cobrança de pênaltis. Valentin Ivanov, da Rússia, será o árbitro.

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