MIGUEL MEDINA / AFP
MIGUEL MEDINA / AFP

Milan e Inter reassumem protagonismo na Itália e voltam a disputar a liderança depois de 10 anos

Desde a temporada 2010/2011 arquirrivais de Milão não chegavam a um clássico ocupando as duas primeiras posições do Campeonato Italiano

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2021 | 10h00

Nos últimos dez anos, nenhum clássico entre Milan e Internazionale pelo Campeonato Italiano teve tanta importância como o confronto do próximo domingo, no San Siro. Será a primeira vez, desde 2 de abril de 2011, que os dois times se enfrentarão ocupando as duas primeiras colocações do Italiano. A Inter lidera com 50 pontos em 22 rodadas, seguida pelo Milan, com 49.

Desde a temporada 2010/2011, Inter e Milan perderam protagonismo. Naquele ano, o Milan ergueu o troféu do Campeonato Italiano e encerrou um domínio de cinco anos da Inter, que naquela temporada faturou a Copa da Itália. Desde então, nenhuma das duas equipes conquistou essas duas competições.

Muito mudou de lá para cá. Os dois times tiveram três grupos diferentes como donos. Nove técnicos comandaram o Milan no período e 12 passaram pela Inter. A expectativa é altíssima para o jogo de domingo. Algo que parecia improvável uma semana atrás, mas a derrota surpreendente do Milan para o Spezia no sábado e a vitória da Inter sobre a Lazio encerraram um período de 19 semanas de liderança do Milan e aumentaram a dramaticidade do clássico.

Para retomar a ponta, o Milan conta com a ótima fase de  Zlatan Ibrahimovic. O sueco de 39 anos está em excelente forma e marcou 16 gols em 18 jogos. Do lado da Inter, a aposta é no belga Romelu Lukaku.

A partida de domingo, inclusive, marcará o reencontro dos dois após um desentendimento na Copa da Itália, em janeiro. Houve uma grande discussão, com troca de insultos e uma encarada agressiva, que quase se transformou em briga física entre Ibrahimovic e Lukaku pouco antes do intervalo. Diante da impossibilidade de contar com seus torcedores no San Siro, o Milan colocou à venda ingressos virtuais, cuja receita será usada para realizar ações sociais por meio de sua fundação. Mais de 20 mil ingressos já foram comercializados.

Como a Juventus, que conquistou o Campeonato Italiano nos últimos nove anos, passa por uma fase transição com o técnico novato Andrea Pirlo, agora Inter e Milan voltam a ser apontados por muitos especialistas como favoritos ao título deste ano.

HISTÓRIA

O Brasil já foi muito bem representado na história do Milan. O clube sempre foi destino para os grandes jogadores do País, entre eles Cafu, Kaká, Serginho e Dida. Isso acontecia quando o Campeonato Italiano tinha mais importância do que tem hoje n Europa. Todos esses fazem parte da galeria de bons jogadores do clube milanês. Mais de 25 brasileiros já vestiram sua camisa. Foi o magnata Silvio Berlusconi quem decidiu trocar os honandeses do time pelos brasileiros a partir do ano de 1996. Dos mais novos, o zagueiro Thiago Silva, ainda em atividade, já vestiu a camisa do clube italiano.

Quem também fez fama por lá foi Leonardo, sempre requisitado para assumir funções de gestão na Itália. Atualmente, ele comanda o futebol do PSG, de Neymar e Mbappé. Pato e Kaká comandaram a parte ofensiva do Milan por muito tempo. O ex- meia do São Paulo esteve na equipe em duas oportunidades, entre os anos de 2003 e 2009, quando ganhou o título de melhor jogador do mundo, e depois entre os anos de 2013 e 2014.

Na Inter de Milão não foi diferente. O clube teve no ataque alguns dos melhores jogadores do mundo, entre eles Adriano e Ronaldo. Também contou com o uruguaio Luis Suárez. O lateral-esquerdo Roberto Carlos vestiu sua camisa com graça e sempre competitivo na posição. Zé Elias, ex-Corinthians, tomou conta do meio de campo quando ainda era um garoto, entre os anos de 1997 e 1999. Mas foram Adriano e Ronaldo que mais marcaram época. Adriano ganhou o apelido de Imperador. Era forte e talentoso. Ate hoje é homenageado no clube. Marcou 74 gols pela Inter em 177 partidas.

Ronaldo esteve em Milão entre 1997 e 2002. Foi lá que machucou seu joelho de forma trágica, quando muitos disseram que ele nunca mais jogaria futebol. Ronaldo não só se recuperou como ainda ganhou uma Copa do Mundo para o Brasil em 2002, no Japão, com dois gols na final diante da Alemanha. O primeiro ano foi seu melhor na Inter, com 59 gols em 99 jogos.

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