Milan evita criar polêmica após queixas de Kaká

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, evitou entrar em polêmica com o meia Kaká, que criticou o departamento médico do clube na segunda-feira pela dificuldade em se recuperar da contusão no pé esquerdo. Segundo Galliani, "Kaká jamais criticou a equipe médica do Milan, assim como sugeriu a leitura de alguns jornais brasileiros".

AE-AP, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 11h54

Para o dirigente, a recuperação do jogador é normal e Kaká tem todo o direito de se tratar como bem entende. "É óbvio e evidente que cada um cuida da própria saúde como quer, tanto é assim que isso está previsto nos regulamentos internos do clube", afirmou Galliani. "Se alguém tem um resfriado ou uma gripe, depois de cinco semanas está curado", concluiu, referindo-se ao tempo que Kaká ficou em tratamento.

Na segunda-feira, o meia brasileiro disse durante uma coletiva, em Porto Alegre, que ainda não sabe se irá defender a seleção brasileira na partida desta quarta-feira contra o Peru, pelas Eliminatórias, mas que o tratamento com os médicos no Brasil foi decisivo para sua recuperação.

"Tive cinco semanas (no Milan) e não melhorei o que eu melhorei um uma semana aqui. No futuro, vou encarar as lesões de modo diferente. É difícil dizer se os médicos do Milan cometeram erros, mas sei que vou agir de forma diferente se me lesionar no futuro", afirmou o jogador.

Kaká sofreu uma contusão no pé esquerdo atuando pelo Milan no dia 7 de fevereiro, e desde então tentou voltar por duas vezes aos gramados, entrando no segundo tempo das partidas do clube italiano. Na semana passada, o jogador se apresentou à seleção ainda sentindo dores no local, e ficou de fora do jogo contra o Equador. Agora, Kaká está disponível para o jogo contra o Peru, mas o técnico Dunga ainda não confirmou sua escalação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.