Milan já está de olho em Vágner Love

O bom desempenho na Série B do Campeonato Brasileiro já fez o nome de Vágner Love chegar à Itália. E um de seus admiradores é ninguém menos que Ariedo Braida, o poderoso diretor-geral do Milan, que passou 10 dias no Brasil - foi embora segunda-feira à noite.Com base nos muitos jogos que viu por aqui - no estádio ou pela tevê -, fez uma lista dos jogadores que o agradaram. E um dos nomes que constam de seu caderninho é o do artilheiro palmeirense.Quem chamou a atenção de Braida para observar Vágner Love foi Cláudio Guadagno, que tornou-se procurador do atacante há pouco mais de um mês - antes, seu empresário era Gilmar Rinaldi. Guadagno ficou ao lado do dirigente italiano quase todo o tempo em que ele esteve no Brasil - foi ele quem o levou para ver treinos do São Paulo e do Santos.Enquanto isso, na Itália, Alessandro Lucci, um colaborador de Guadagno, tratava de "apresentar" o jogador do Palmeiras aos jornalistas. Sempre que era procurado para falar sobre o interesse do Milan por Renato - que também é representado por Guadagno, assim como Serginho e Roque Júnior, que pertencem ao Milan -, ele incluía o nome de Vágner Love e falava de suas qualidades.A tática está dando certo e o nome do artilheiro já apareceu em alguns jornais como uma das novas promessas do futebol brasileiro.O fato de Ariedo Braida ter gostado de Vágner Love não significa que o Milan já pense em comprá-lo. Na viagem que fez ao Brasil, o dirigente trabalhou em duas frentes: observar jogadores nos quais o clube pode investir logo - como Luís Fabiano, Renato e o zagueiro santista Alex - e descobrir jovens para serem acompanhados com atenção.O mercado brasileiro, com sua fartura de bons jogadores, é prioritário para o clube italiano, sobretudo depois do sucesso que foi a contratação de Kaká.O Milan seguiu os passos de Kaká durante dois anos antes de dar o bote e contratá-lo. O clube passou a ser abastecido de informações sobre o meia assim que ele fez os dois gols contra o Botafogo na final do Rio-São Paulo de 2001 e só decidiu procurar a diretoria paulista quando teve certeza de que Kaká estava suficientemente maduro para jogar na Itália. É o mesmo procedimento que será adotado com Vágner Love.

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