Milan não quer mais e deve liberar Ronaldinho em breve

Ronaldinho Gaúcho acerta os últimos detalhes de sua saída do Milan e pode desembarcar no Brasil na próxima segunda-feira. Palmeiras, Grêmio e Flamengo estão na briga pelo jogador. O craque está com o Milan em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto que o seu irmão e empresário, Roberto Assis, negocia no Rio de Janeiro com o vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani.

LUÍS AUGUSTO MONACO E RAPHAEL RAMOS, Agência Estado

30 de dezembro de 2010 | 21h35

As conversas avançaram nesta quinta e ficou praticamente certo que o jogador nem retorna com a delegação para Milão na próxima segunda. De Dubai, pegará um voo direto para São Paulo, onde poderá embarcar em seguida para Porto Alegre ou para o Rio de Janeiro.

Insatisfeito com a reserva, ele não deve jogar do amistoso deste domingo contra o Al Ahli. Sem clima e prestígio junto ao técnico Massimiliano Allegri, Ronaldinho mal tem treinado com o grupo. Nesta quinta, ele trabalhou mais uma vez separado - não participou com os companheiros da atividade pela manhã realizada na praia.

Galliani tem evitado falar com a imprensa. A demora em definir a situação de Ronaldinho e as especulações cada vez maiores sobre a negociação não têm agradado ao homem forte de Silvio Berlusconi, dono do Milan e primeiro-ministro da Itália.

O fato é que o Milan quer se livrar do alto salário pago a Ronaldinho. Até junho, quando termina o seu contrato com o clube italiano, ele tem direito a receber 4 milhões de euros (R$ 8,8 milhões). O jogador, em contrapartida, não quer sair no prejuízo. Seu desejo é assinar com um clube brasileiro que pague o mesmo que ele recebe na Itália. Como as ofertas não atingiram o valor pedido por Ronaldinho, ele cobra que o Milan banque a diferença.

Assim, o clube está disposto a liberá-lo para quem oferecer o melhor salário. Caso seja necessário pagar essa diferença pedida por Ronaldinho, o Milan não precisaria gastar muito.

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