Ali Hader/EFE
Ali Hader/EFE

Milan não quer mais Ronaldinho e abre caminho para Palmeiras, Grêmio e Fla

Vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani, diz que fica no Brasil até resolver a situação

Luís Augusto Monaco e Raphael Ramos, Jornal da Tarde

30 de dezembro de 2010 | 19h42

São Paulo - Ronaldinho Gaúcho acerta os últimos detalhes de sua saída do Milan e pode desembarcar no Brasil na próxima segunda-feira. Palmeiras, Grêmio e Flamengo estão na briga pelo jogador. O craque está com o Milan em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto que o seu irmão e empresário, Roberto Assis, negocia no Rio de Janeiro com o vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani.

As conversas avançaram nesta quinta e ficou praticamente certo que o jogador nem retorna com a delegação para Milão na próxima segunda. De Dubai, pegará um voo direto para São Paulo, onde poderá embarcar em seguida para Porto Alegre ou para o Rio de Janeiro.

Insatisfeito com a reserva, ele não deve jogar do amistoso deste domingo contra o Al Ahli. Sem clima e prestígio junto ao técnico Massimiliano Allegri, Ronaldinho mal tem treinado com o grupo. Nesta quinta, ele trabalhou mais uma vez separado - não participou com os companheiros da atividade pela manhã realizada na praia.

Galliani tem evitado falar com a imprensa. A demora em definir a situação de Ronaldinho e as especulações cada vez maiores sobre a negociação não têm agradado ao homem forte de Silvio Berlusconi, dono do Milan e primeiro-ministro da Itália.

Contactado pela reportagem do JT, Galliani respondeu rapidamente a duas perguntas. Questionado sobre se Ronaldinho viria para o Brasil em janeiro, disse apenas que "possivelmente" Depois, falou sobre sua permanência no Rio de Janeiro. "Não sei até quando fico no Brasil, tudo vai depender da negociação. Fico até quando resolver".

Assis confirmou à reportagem que a negociação está perto de um desfecho e que Ronaldinho deve ser liberado pelo Milan. Ele, no entanto, não revela como estão as conversas ações sobre o futuro do craque. "Primeiro estamos tentando acertar a situação do atleta com o Milan. Depois é que vamos ver essa questão de clube", desconversou.

O fato é que o Milan quer se livrar do alto salário pago a Ronaldinho. Até junho, quando termina o seu contrato com o clube italiano, ele tem direito a receber 4 milhões de euros (R$ 8,8 milhões). O jogador, em contrapartida, não quer sair no prejuízo Seu desejo é assinar com um clube brasileiro que pague o mesmo que ele recebe na Itália. Como as ofertas não atingiram o valor pedido por Ronaldinho, ele cobra que o Milan banque a diferença

Assim, o clube está disposto a liberá-lo para quem oferecer o melhor salário. Caso seja necessário pagar essa diferença pedida por Ronaldinho, o Milan não precisaria gastar muito.

Disputa. O Palmeiras, com a ajuda de patrocinadores, ofereceu R$ 1,3 milhão por mês, o equivalente a R$ 7,8 milhões por seis meses. O Flamengo também sonha alto e teria conseguido o apoio da Traffic, da TIM e da Olympikus para investir em Ronaldinho na próxima temporada.

Já o Grêmio aposta no lado sentimental para sensibilizar o meia a retornar a Porto Alegre. Foi no clube tricolor gaúcho que Ronaldinho ganhou destaque e chegou à seleção brasileira em 1999, convocado justamente por Vanderlei Luxemburgo, hoje técnico do Flamengo.

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