Milan não vê crise após derrota na Liga dos Campeões

Depois de perder para o Arsenal, time concentra atenção no Italiano para buscar vaga na próxima edição da Liga

Ansa,

05 de março de 2008 | 13h35

Após a derrota por 2 a 0 para o Arsenal, sofrida em casa, o Milan refez as contas de seu futebol e decidiu que está tudo bem. Mesmo fora da Liga dos Campeões já nas oitavas-de-final, o campeão europeu de 2007 não vê nenhuma crise ou final de ciclo e acredita em vitórias no Campeonato Italiano. Agora existe um novo e único objetivo: o quarto lugar na tabela nacional, que garantiria vaga para a próxima Liga dos Campeões. "Estou bastante chateado, é uma experiência horrível ser eliminado em San Siro", lamenta o brasileiro Kaká, que destacou sua própria condição física, a do colega Pirlo e mais a ausência de Seedorf (machucado) como os principais fatores da derrapada da equipe. "Mas somos um time, vencemos e perdemos todos juntos. Agora o quarto lugar se transforma em nosso objetivo, mesmo se será difícil encarar o futuro, já que a Champions era a nossa ambição para este ano", completa Kaká. "Não morreu ninguém", contemporizou o meia holandês Clarence Seedorf, que foi obrigado a ver o Milan do banco. "Minha presença em campo não teria mudado nada, quem jogou fez uma ótima partida e deu tudo de si. Cumprimentei os meus colegas e é justo que todos o façam porque perdemos contra um time que estava melhor que nós".  O próprio presidente do clube, Silvio Berlusconi, elogiou os ingleses, aliviando a tensão interna. "O Arsenal jogou muito bem e mereceu a vitória, mostrou um grande jogo, uma grande força atlética e, por boa parte do tempo, não nos deixou ver a bola", admitiu. Quando questionado sobre a permanência do técnico Carlo Ancelotti, disse: "Absolutamente, sim", o time não muda por enquanto. Ancelotti retribuiu as declarações do presidente e se disse chateado, mas "sereno", evitando qualquer boato de crise ou fim de um ciclo de vitórias. "Este ciclo do Milan vai continuar até que dure a presidência do doutor Berlusconi. De qualquer jeito, esse time ainda pode ser protagonista na Itália e na Europa. A derrota desta terça-feira não muda, estamos prontos para seguir em frente", disse. E arrematou: "Todos os meus jogadores fizeram o máximo. Agora temos um novo objetivo: o quarto lugar na Itália. E tendo isso em vista, é uma vantagem não jogar mais a Champions, seremos mais brilhantes e espetaculares em campo".  O treinador também elogiou o brasileiro Pato, que "disputou uma boa partida, mesmo considerando sua idade, e foi o único jogador perigoso do Milan". Sobre o trio Kaká/ Pato/Inzaghi, Ancelotti explicou que não bastou porque "Seedorf se machucou no sábado", desfalcando o esquema tático. Para o preparador do Arsenal, Arsene Wenger, a vitória dos ingleses não foi só falha do Milan: "Fizemos uma partida perfeita. A nossa idéia era não dar nenhum espaço nem tempo para Pirlo e Kaká. Tenho muita estima pelo Milan e, portanto, na minha opinião, essa vitória não foi erro deles, mas mérito nosso", disse o francês.  Já o vice-presidente do Milan fez questão de buscar explicações para a eliminação da Liga dos Campeões e, sobretudo, rebater qualquer crise: "Não se fechou nenhum ciclo. Fomos nós que nos demos a prioridade de vencer (o mundial de clubes) em Tóquio. Vencemos dois troféus, a Supercopa européia e depois no Japão, coisa que nos custou muito, sobretudo fisicamente. No fim das contas, é uma temporada que passa para a história com dois troféus vencidos. Agora temos que procurar alcançar o quarto lugar".  Na atual 26.ª rodada do Campeonato Italiano, o Milan ocupa a quinta posição, com 43 pontos, atrás da Fiorentina (47), Juventus (48), Roma (55) e Inter (61).

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