Daniele Mascolo/Reuters
Daniele Mascolo/Reuters

Milan recorre à CAS para reverter punições aplicadas pela Uefa ao clube

Entidade europeia multou a equipe em R$ 53 milhões por quebrar as regras de fair-play financeiro

Redação, Estadao Conteudo

25 de dezembro de 2018 | 17h37

O Milan resolveu acionar a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) contra as punições que recebeu da Uefa no último dia 14 de dezembro, informou o clube por meio de um comunicado divulgado em seu site oficial.

Um dia depois de o time italiano ser eliminado da Liga Europa, ainda em sua fase de grupos, a Uefa multou a equipe em 12 milhões de euros (cerca de R$ 53 milhões) e ainda informou que poderá suspendê-la por dois anos das competições continentais por quebrar as regras de fair-play financeiro estabelecidas pela entidade.

No último dia 14, a Uefa informou que, se o clube italiano não conseguir colocar em ordem as suas contas relacionadas ao futebol até junho de 2021, será banido das próximas competições europeias nas temporadas 2022/2023 ou 2023/2024.

Inicialmente, a Uefa proibiu o Milan de disputar a Liga Europa, em punição aplicada em junho, por causa de valores gastos pelo clube nas transferências e salários de jogadores até 2017. O time italiano, porém, foi reintegrado à competição semanas depois pela Corte Arbitral do Esporte, que pediu à Uefa uma "punição mais justa".

Naquela ocasião, a CAS afirmou que uma proibição imediata de disputar a Liga Europa seria dura demais, pois o time estava sob nova direção, após ser comprado pelo fundo norte-americano Elliott Management. O grupo assumiu o controle do Milan em junho, depois que o ex-dono Li Yonghong perder um prazo para o pagamento de parte de um empréstimo no valor de mais de 300 milhões de euros (algo em torno de R$ 1,3 bilhão) para aquisição do time.

A Uefa também impôs ao Milan uma limitação de 21 jogadores para o seu elenco nas duas próximas temporadas nas competições europeias, punição contra a qual o Milan também está recorrendo neste apelo apresentado à CAS.

Para a temporada 2017/2018, o Milan gastou mais de 200 milhões de euros (R$ 880 milhões) em contratações. A principal contratação foi do centroavante Gonzalo Higuaín. O clube pagou 18 milhões de euros (R$ 78 milhões na cotação da época) pelo empréstimo, tendo a possibilidade de transferir o atacante permanentemente no final da temporada por 36 milhões de euros (R$ 156 milhões)

Além de ser eliminado precocemente na Liga Europa, o clube é apenas o quinto colocado no Campeonato Italiano, no qual ainda fará mais duas partidas em 2018. Primeiro enfrenta o Frosinone, nesta quarta-feira, fora de casa, e depois fecha o ano encarando o SPAL, em Milão.

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