Milan recuou na hora de vender Kaká, diz Manchester City

'Viajamos para Milão, claramente com boas intenções, e acho que eles se acovardaram', diz presidente do clube

Mitch Philli, REUTERS

20 de janeiro de 2009 | 10h32

A transferência de Kaká para o Manchester City fracassou porque o Milan se acovardou com a transação, disse na terça-feira o presidente do clube inglês, Garry Cook. Veja também:Robinho deixa concentração do Manchester CityOficial: Kaká não deixará o Milan nesta temporada Kaká acertou ao recusar a oferta milionária do Manchester City? Ele participou da delegação que na segunda-feira passou sete horas em Milão tentando sem sucesso fechar aquela que seria a mais cara transação da história do futebol. "Viajamos para Milão, claramente com boas intenções, e acho que eles se acovardaram", disse Cook ao canal Sky Sports News. "Entramos em um acordo de confidencialidade e boa-fé semanas atrás. Sabíamos que havia alguns passos a superar e queríamos superá-los de forma profissional. Respeitamos nossos parceiros, e revelou-se que não era assim que eles queriam que fosse." O dirigente acrescentou que "claramente [o empecilho] não foi um projeto, foi claramente o dinheiro". "Nunca realmente encontramos o jogador, e as perguntas que fizemos simplesmente não foram respondidas". O dono do Milan, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, disse que a transferência não ocorreu porque o meia brasileiro preferiu permanecer em Milão. "O dinheiro não é tudo para Kaká, há coisas mais importantes que o dinheiro", disse Berlusconi. "Oferecemos ao jogador a chance de considerar a oferta..., mas ele tem valores mais elevados." Cook, porém, diz que o Milan estava disposto a vendê-lo. "Não houve nenhuma oferta ao jogador. A oferta foi feita ao clube, cuja intenção original era vender Kaká ao Manchester City", afirmou. "No estágio que se seguiu a isso, a história deles mudou. Eles mudaram de tom." O revés ocorreu no mesmo dia em que o City completou a contratação de Craig Bellamy junto ao West Ham United por uma soma de 14 milhões de libras (quase 20 milhões de dólares), segundo a imprensa local. Sem Kaká, o time deve continuar procurando jogadores nos quais investir a enorme soma despejada pelo Abu Dhabi United Group, novo proprietário do Manchester City. "Temos planos claros, não vamos parar", disse Cook, confirmando negociações avançadas para a transferência do meia holandês Nigel de Jong, hoje no Hamburgo. Este clube merece grandes jogadores, a torcida merece grandes jogadores, e vamos continuar nesse objetivo: estamos construindo para o futuro", disse Cook. "Houve muitos comentários especulativos a respeito de todo o trabalho que estamos fazendo. Escolhemos não falar à mídia sobre as nossas ações. Hoje é a primeira vez que fazemos qualquer comentário."  "O jogador [Kaká] estava à venda, entramos em negociações, a paisagem mudou, vamos adiante", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.