Milene não quer ser chamada de Ronaldinha

Aos poucos, Milene Domingues vai tentando se desvincular da imagem do artilheiro Ronaldo, do Real Madrid. Ao se apresentar hoje à seleção brasileira feminina de futebol, na Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana, ela confessou se sentir "incomodada" sempre que é apontada como a ex-mulher do atacante ou chamada de "Ronaldinha". "Claro que me incomoda ser chamada de Ronaldinha. Antes, era a Suzana (Werner, ex-namorada do craque e mulher do goleiro Júlio César, do Flamengo). Agora, sou eu. E, se ele arrumar outra pessoa, ela também será. Ser Ronaldinha virou uma personagem", disse Milene. "A gente não vê ninguém chamando a mulher do Zidane de Zidana. Isso não existe." Milene ainda recordou que, no Brasil, ser Ronaldinha virou profissão, já que, de acordo com ela, existe um grupo musical com este nome. Ainda ressaltou que na Espanha já está conseguindo mudar a forma como é vista, principalmente, por causa dos programas de TV (Fútbol es Fútbol, aos domingos) e rádio (El Larguero, ao sábados) apresentados por ela. Aos 24 anos e separada de Ronaldo desde o final do ano passado, Milene vai aprendendo a conviver com a nova rotina. Atualmente, dedica seu tempo ao filho Ronald, de três anos, e ao seu clube, o Rayo Vallecano, em Madri. "Me deu uma tristeza grande ao me separar terça-feira do Ronald para vir me apresentar à seleção, mas foi necessário", contou Milene que, em seguida, cometeu um deslize ao se referir à mãe de Ronaldo, Sônia Barata. "O Ronald ficou com o pai, que está podendo dedicar mais tempo a ele por estar machucado, e com a minha sogra. Ou melhor, minha ex-sogra. Gosto tanto dela que ainda não me acostumei a tratá-la assim."

Agencia Estado,

11 de março de 2004 | 01h06

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