Rubens Chiri / São Paulo
Rubens Chiri / São Paulo

Militão, Marcos Guilherme, reforços... o que Aguirre pensa do futuro

Treinador do São Paulo diz ser inevitável saída de jogadores: 'Futebol brasileiro é exportador'

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2018 | 17h30

Nas últimas semanas, o técnico Diego Aguirre teve de conviver com notícias de possíveis saídas de jogadores do seu elenco, como Diego Souza, Éder Militão e Marcos Guilherme. Sem perspectiva de novos reforços depois da chegada do ex-flamenguista Everton, o uruguaio falou nesta sexta-feira sobre o que pensa do futuro no São Paulo para a temporada.

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"Não estamos falando de novas contratações. Temos de ver o que acontece na época da Copa, quando se abre uma janela. Estou contente com o que temos, um time muito competitivo que pode brigar por coisas importantes e está se arrumando. Logicamente precisamos ter uma sequência de vitórias para ficarmos mais tranquilos", falou o treinador, que neste domingo dirigirá o time pela décima vez. O São Paulo vai ao Rio enfrentar o Fluminense, às 16h, no Maracanã, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Sobre Diego Souza, ele já confirmou que o jogador será convocado novamente, após quase ter sido negociado com o Vasco na última semana. Mas não se trata da única preocupação dele em relação a peças com chances de deixar o Morumbi no futuro próximo.

A mais imediata é com o atacante Marcos Guilherme, envolvido em um imbróglio entre Atlético-PR, dono de seus direitos, e São Paulo, a quem foi emprestado, que pode resultar em uma despedida do Morumbi antes do previsto.

O motivo da discórdia entre os clubes está no entendimento do acordo feito quando o jogador foi repassado dos paranaenses aos paulistas. No papel, o contrato de empréstimo termina no dia 30 de junho. Mas o São Paulo garante ter um acordo verbal de que poderia contar com Marcos Guilherme até o fim de 2018, algo negado pelo Atlético-PR, que pretende vender o atacante, seja ao próprio São Paulo ou a outro interessado.

"É um jogador importante, mas tem coisas que não dependem de mim", limitou-se a dizer Aguirre, ao ser questionado sobre o johador nesta sexta.

Ele seguiu a mesma linha ao falar do caso Militão. Cria da base tricolor, o defensor tem contrato até janeiro de 2019, mas seu estafe não vem facilitando nas negociações para uma renovação contratual, que é o desejo da diretoria são-paulina. A partir de julho, o atleta estará livre para firmar pré-contrato com qualquer equipe. Especula-se que alguns europeus, como Manchester City e Porto, estariam de olho na jovem promessa de apenas 20 anos, titular absoluto do time treinador por Aguirre.

"Não tenho poder de decisão. São coisas que acontecem com jogadores de alto nível. O futebol brasileiro é exportador, é algo normal. Se ele for embora, teremos de estar preparados", resignou-se o uruguaio.

"Meu desejo é que ele fique, é um jogador muito importante. Mas às vezes isso não é suficiente. Há outros fatores. Mas tenho a esperança de que ele fique", reiterou.

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