Mineirão: policial armado só a trabalho

Após os incidentes durante o clássico entre América-MG e Atlético-MG, no último domingo, a Comissão de Monitoramento da Violência em Estádios e Eventos Culturais e Esportivos (Comovec) de Minas Gerais, decidiu adotar normas mais rígidas para a entrada no Mineirão de policiais que não estejam em serviço. A principal providência anunciada é a instalação de um detector de metais num portão específico para o acesso dos policiais civis, militares e bombeiros, que entram de graça no estádio por meio da famosa "carteirada".A medida foi tomada depois que o delegado Valdomiro Pascoal do Vale Moreira sacou sua arma ao ser abordado por policiais militares que conduziam um torcedor - que fora preso por invadir o gramado para agredir o árbitro Luiz Carlos Silva - para a delegacia do estádio. Valdomiro foi afastado de suas funções pelo comando da Polícia Civil mineira. Em nota, a corporação informou que instaurou sindicância administrativa para apurar o fato.Valdomiro e outro delegado, Cláudio Utsch, chefe da Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos de Belo Horizonte, faziam parte de um grupo de atleticanos que entrou em atrito com os oficiais da polícia militar. Somente com a intervenção de cerca de dez militares, o delegado foi desarmado.De acordo com a Polícia Civil, uma portaria (016/95) da Superintendência Geral da corporação proíbe qualquer policial de portar armas em locais onde ocorram eventos esportivos, a não ser que estejam trabalhando. No caso dos estádios de futebol, a portaria obriga a entrega das armas à autoridade policial de plantão. A arma só pode ser devolvida ao término do evento. Utsch, que também estava armado no estádio, seria ouvido nesta terça-feira, mas a Polícia Civil não permitiu o acesso da imprensa e nem forneceu o horário da audiência.Punição - O torcedor do Atlético, Wagner Machado Xavier, de 23 anos, que trocou socos e pontapés com o árbitro no gramado, terá de prestar depoimento na sexta-feira no Juizado Tribunal Criminal. Conforme o Estatuto do Torcedor, ele poderá ficar afastado das partidas de futebol por um período de três meses a um ano. Os integrantes da Comovec disseram que esperam que ele receba uma punição exemplar.

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