Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Mineirão tem clima tenso e protestos após novo tropeço do Cruzeiro

Principal alvo dos xingamentos e queixas foi o presidente do clube, Wagner Pires de Sá

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 09h19

O novo tropeço do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro voltou a deixar o clima tenso no Mineirão. Após o empate por 0 a 0 com o Fluminense, quarta-feira, no Mineirão, pela 24ª rodada, protestos de torcedores marcaram a saída de dirigentes e jogadores do estádio. O principal alvo das queixas foi o presidente do clube Wagner Pires de Sá. Mas também houve tumulto na saída de conselheiros que apoiam o dirigente. Eles precisaram ser protegidos por seguranças para evitar agressões físicas de torcedores. Já os jogadores mais hostilizados foram o lateral-esquerdo Egídio e o atacante Sassá.

A tensão já havia ocorrido no último sábado, quando o time mineiro havia ficado no 1 a 1 com o Internacional. Ela reflete o péssimo momento do Cruzeiro, o 18º colocado no Brasileirão com 21 pontos, a quatro da primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Nem se ganhar na p´roxima rodada, o time escapa do Z-4.

Foi o sétimo tropeço consecutivo do time no torneio, deixando o Cruzeiro em um cenário complicado, como admitiu o técnico Abel Braga, que ocupou às pressas o lugar de Rogério Ceni. Mas ele prometeu que ninguém vai desistir de lutar, já projetando uma recuperação no torneio para o fim de semana, quando o time visita a lanterna Chapecoense.

"Sei que está sendo difícil. Mas não vamos nos entregar. Não pense você que vim para cá preocupado com a situação do Cruzeiro. Eu vim sabendo dela já. Estou passando por uma experiência única. Eu não pego nada no meio, peguei porque confio nos atletas. Confio no que me foi passado. Confio na torcida. Fiz pedido de comparecimento e me surpreendeu. Ninguém acredita, ninguém está acreditando. Mas nós não vamos deixar de acreditar", disse.

Abel também reclamou da anulação do gol de Fred após consulta ao VAR - o árbitro Jean Pierre Gonçalves apontou falta de Robinho em Gilberto na origem da jogada. "E o adversário é como eles jogam. Eles não rifam a bola, nós tivemos algumas roubadas muito boas, porque treinamos isso e acertamos no intervalo. Na melhor finalização, quando conseguimos, vocês viram o que aconteceu? Se você está de costas para mim, e eu te empurro, o movimento das suas pernas é subir. Não tem como o corpo ir para frente e a perna ficar parada. Isso aí depois a gente vai conversar, porque foi estranho. Mas não vou comentar arbitragem, até porque seria muita covardia da minha parte agora tentar atirar a responsabilidade de não vencer no árbitro", disse o treinador.

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