Minelli recorda conquista histórica de 1977, no Mineirão

Técnico deu ao São Paulo o primeiro título do Campeonato Brasileiro, após superar o Atlético Mineiro

Giuliano Villa Nova - Estadão,

31 de outubro de 2007 | 09h25

Há 30 anos, a torcida do São Paulo festejava o primeiro título brasileiro do clube. E foi graças à experiência e astúcia do treinador Rubens Minelli que a conquista, tida para muitos como impossível, se tornou real. Dentro do Mineirão, o time comandado pelo goleiro Waldir Peres e pelo volante Chicão parou o poderoso Atlético Mineiro no tempo normal e, nos pênaltis, levantou a taça. Veja também: São Paulo tem cenário ideal para conquistar o Brasileirão "Houve um impacto muito grande, porque esta era a maior conquista do São Paulo, até então", conta Minelli, hoje com 78 anos. "Fomos recebidos por mais de 30 mil pessoas no Morumbi, no dia seguinte à vitória", lembra. A conquista foi mais valorizada porque o Atlético tinha uma equipe jovem e, além de decidir o título com o apoio da torcida, havia feito uma campanha impecável - chegou invicto à decisão, após 21 jogos. Mas a força do rival não abalou Minelli. "Era um time limitado, haviam enfrentado times mais fracos na fase de classificação e todas as jogadas começavam pelo Toninho Cerezo", explica o ex-treinador. "Na decisão, escalei o Viana para marcá-lo e matamos o time deles", resumiu. Mais do que criticar os adversários, Rubens Minelli trata de exaltar as qualidades de seu elenco. "Tínhamos vários jogadores que haviam passado pela seleção brasileira e com senso profissional extraordinário", aponta. "Aquele campeonato ficou paralisado por 20 dias, e só terminou em 1978. Nesse período, pedimos que todos se preservassem e mantivessem a forma", conta. "Eles seguiram as instruções e voltaram ‘voando’ para a reta final", observa. O jogo em que o São Paulo deslanchou para o título foi a goleada por 4 a 1 sobre o Internacional, que havia sido bicampeão em 1975 e 76 com Minelli como técnico, em pleno Beira-Rio. Dali até a decisão, prevaleceu a segurança dos zagueiros Bezerra e Antenor, a raça do volante Chicão e a habilidade do ponta Zé Sérgio. Suspenso, o artilheiro Serginho Chulapa não participou do jogo final - terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação -, mas Waldir Peres usou e abusou da catimba para desconcentrar os adversários, que erraram três pênaltis e contribuíram para a vitória tricolor por 3 a 2. "Não tínhamos nenhuma estrela, mas uma equipe eficiente", destaca Minelli, que ainda não viu nenhum treinador igualar o seu recorde de três conquistas nacionais consecutivas - Vanderlei Luxemburgo tem cinco títulos, mas alternados. "Tomara que o Muricy (Ramalho) iguale essa marca em 2008", projeta. "Assim, esse recorde continuaria com o São Paulo."

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