Ministério dos Esportes vê chance de Brasil virar potência no Rio

Ministério dos Esportes vê chance de Brasil virar potência no Rio

Ricardo Leyser não quer que País "seja uma Jamaica" nos esportes amadores e vê cenário positivo para atletas na Olimpíada no Brasil

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 14h26

Mais importante do que uma participação nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, os organizadores do evento esperam que a realização da disputa em 2016 deixe um grande legado de atletas para o País. Em palestra na Secretaria Municipal de Esportes de São Caetano do Sul, cidade do ABC Paulista, o secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, disse nesta sexta-feira que o Governo Federal fez um trabalho forte de investimento em conjunto com as federações, com a finalidade de colocar o Brasil ao lado das grande potências nos esportes amadores.

Leyser vê o Brasil com projeto ambicioso para ter um bom desempenho nos Jogos e ganhar notoriedade em diversas modalidades. "Alteramos a legislação, criamos programas e reformamos vários locais com o intuito de colocar o Brasil entre os dez primeiros em números de medalhas nos Jogos Olímpicos e entre os cinco nos Paralímpicos. Não queremos ser uma Jamaica. Seremos potência se ganharmos em várias modalidades".

Para o secretário, o Brasil não deve se preparar apenas de quatro em quatro anos, seguindo o calendário olímpico. "Não é só na Olimpíada que devemos ter grande desempenho. Temos de manter o nível em Mundiais, Jogos Pan-Americanos e qualificar não só os atletas, mas também os treinadores e comissão técnica"

Além disso, Leyser pede mais organização por parte dos dirigentes das federações e exalta o trabalho feito pela administração do Ministério dos Esportes, comandada por Aldo Rebelo. "Os diretores das confederações devem melhorar suas gestões. Antigamente, cada federação tinha sua política feita de forma individual. Hoje, fizemos uma ligação entre municípios, Estados, forças armadas e entidades."

O secretário justifica o investimento realizado pelo Governo Federal na formação de atletas. "Conquistar o direito de sediar os Jogos Olímpicos nos deu mais investimentos na busca por títulos. Só neste ano, foram R$ 1,3 bilhão do orçamento público", afirmou, dizendo que além de programas como o Bolsa Atleta, parte desses investimentos também foram realizados na compra de produtos para clubes privados como Pinheiros, Minas Tênis Clube e Tijuca, três formados de atletas no País.

Mesmo dizendo que o Brasil tem condições de brigar por medalhas em 23 das 28 modalidades dos Jogos, Leyser vê o evento de 2016 como um legado para o País virar potência. "2016 é um ponto importante, mas não o final. É o primeiro passo de uma história. Não queremos parar no tempo como alguns países pararam", afirmou, citando jovens atletas como Marcus Vinicius D'Almeida (Tiro com Arco), Matheus Santana (Natação), Orlando Luz (Tênis) e Bruno Caboclo (Basquete).

HOMENAGEM

São Caetano não foi escolhida à toa para o evento desta sexta. Cidade que abriga a maior parte das equipes de ginástica, tênis de mesa e taekwondo, o município é uma das grandes referências no esporte amador do Brasil, e aproveitou a ocasião para homenagear o Ministério dos Esportes. Medalhista de ouro em Londres e vice-campeão no mundial de Ginástica em argolas, Arthur Zanetti entregou placa, também em nome da prefeitura, a Leyser pelo investimento de R$ 30 milhões aos esportes, que devem ser liberados pelo Governo Federal após as eleições.

Depois de críticas no começo do ano feitas por Zanetti, que alegou que o ginásio da cidade não tinha equipamentos suficientes e em bom estado para atender às demandas necessárias, o prefeito da cidade, Paulo Pinheiro, foi atrás do Ministério dos Esportes para pedir ajuda. "Para melhorar a condição do esporte em São Caetano do Sul, fomos procurar ajuda e iremos melhorar o esporte na cidade", afirmou o político, que deve investir o dinheiro no centro de ginástica e também em reformas no Estádio Anacleto Campanella, que abriga jogos do São Caetano. 

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