Ministério Público apura briga de torcidas em Ribeirão Preto

Confronto antes de Comercial e Guarani deixa um baleado

Rene Moreira - especial para o Estado

10 Março 2015 | 21h36

A briga que envolveu torcedores de Comercial e Guarani no último sábado, 7, em Ribeirão Preto, no interior paulista, teria sido marcada com antecedência pelas torcidas organizadas. É o que revela a investigação policial e que agora também virou inquérito instaurado pelo Ministério Público.

O confronto deixou dois feridos com gravidade, sendo um baleado e outro com várias costelas fraturadas. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 20 torcedores do Guarani teriam avançado com pedaços de pau contra um grupo muito maior de torcedores do Comercial que estava em uma área reservada. Isso antes do início jogo e na frente do Estádio Palma Travassos.

O promotor Aroldo Costa Filho quer saber quem são os agressores e outros envolvidos na confusão. Gravações mostram torcedores discutindo questões relacionadas ao possível encontro antes da partida, válida pela série A2 do Campeonato Paulista.

Em uma conversa um torcedor do Bugre diz a um comercialino que não adianta ficar falando no celular, pois "na hora 'nois' vê quem é quem". O outro responde e afirma que se os rivais forem ao jogo para brigar, "num vai nem sair de Ribeirão".

Também há filmagens de enfrentamento nas ruas próximas ao Palma Tavassos. O Ministério Público quer identificar os torcedores e apurar se o número de policiais destacados para o jogo - 27 no total- seria suficiente para garantir a segurança dentro e fora do estádio.

Para o promotor, é preciso saber se o clube informou o número esperado de torcedores. "Me parece que houve uma surpresa da PM", falou. Mas tudo agora será apurado. O Comercial já se adiantou com o argumento de que o clube seria responsável apenas pelo que ocorre dentro do estádio, sendo a parte externa responsabilidade do Estado.

SUSPENSÃO

Devido à briga no final de semana, a Federação Paulista de Futebol anunciou na tarde desta terça-feira, 10, a suspensão dos estádios das torcidas organizadas de Comercial e Guarani. A resolução assinada pelo presidente Marco Polo Del Nero tem tempo indeterminado e vale para a Mancha Alvinegra, de Ribeirão Preto, e a Fúria Independente, de Campinas.

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