Reprodução/Twitter
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Ministério Público denuncia torcedores por ataque ao ônibus do São Paulo

Quatorze vão responder por associação criminosa, dano qualificado, resistência, lesão corporal e tumulto; um deles por associação criminosa

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 16h08

O Ministério Público promoveu nesta terça-feira denúncias contra torcedores do São Paulo por terem atacado o ônibus que transportava a delegação para o jogo com o Coritiba, no Morumbi, no dia 23 de janeiro. Aos todo, 15 homens responderão criminalmente pelo ato.

Na ocasião, 14 pessoas foram detidas pela Polícia Militar. Segundo informações, além de pedras e rojões, também foram encontrados explosivos, que tiveram de ser desativados pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais). Dentre os acusados, um diretor da torcida organizada Independente, é denunciado como possível responsável e vai responder por associação criminosa. Ele não estava no local da abordagem e nega o envolvimento.

Segundo reportagem do portal Uol Esporte, os outros 14 acusados responderão por associação criminosa, dano qualificado, resistência, lesão corporal e promoção de tumulto em evento esportivo. Além disso, o MP ainda analisa se o episódio pode ter sido ainda mais perigoso em se tratando de cenário de pandemia do novo coronavírus.

A emboscada ao ônibus da delegação tricolor teria ocorrido na região da Avenida Faria Lima. Não houve registro de feridos, apesar dos jogadores terem ficado assustados e irritados com o ataque. No dia, o São Paulo estava seguindo rumo ao estádio do Morumbi, onde acabaria empatando com o Coritiba por 1 a 1 pela 32ª rodada do Brasileirão.

No dia do ataque, 14 pessoas foram presas. Nove foram liberadas no dia seguinte, enquanto outras cinco continuam presas até hoje. O caso ocorreu após uma goleada sofrida pelo time em pleno Morumbi por 5 a 1 para o Internacional, ocasionando assim na perda da liderança do campeonato.

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