Lucas Figueiredo/ CBF
Lucas Figueiredo/ CBF

Ministério Público do Trabalho investiga CBF por denúncia contra Caboclo

Denúncia foi distribuída nesta segunda-feira ao procurador do Trabalho Artur de Azambuja Rodrigues

Fábio Grellet/RIO, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2021 | 16h21

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) está investigando a conduta do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Rogério Caboclo, acusado por uma funcionária da entidade de praticar assédio sexual contra ela.

A denúncia da funcionária foi formalizada na última sexta-feira perante a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, órgão ligado à própria CBF, e no mesmo dia o MPT-RJ determinou o início da investigação, segundo nota da instituição.

A denúncia foi distribuída nesta segunda-feira ao procurador do Trabalho Artur de Azambuja Rodrigues, membro da Coordenadoria Regional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade). Ele será o responsável pela investigação.

Se for comprovada irregularidade, o MPT-RJ pode propor um termo de ajustamento de conduta (TAC), pelo qual a CBF se comprometa que não mais ocorram casos de assédio sexual, além de outras medidas, como cursos voltados para o tema e até indenização por dano moral coletivo. Se a entidade não aceitar o TAC, o MPT pode propor ação civil pública, com pedidos semelhantes aoS do TAC, e indenização por dano moral coletivo.

O MPT atua, entre outras funções, para prevenir e enfrentar situações de assédio sexual nos ambientes de trabalho. A violência e o assédio, segundo a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho, são práticas intoleráveis no ambiente de trabalho e podem resultar em danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos para a vítima.

A funcionária da CBF diz que Caboclo chamou-a de “cadela” e tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro. Em outra oportunidade, perguntou se ela se masturbava. Durante reunião com outros dirigentes da CBF, o presidente teria inventado relacionamentos da funcionária com pessoas ligadas à entidade. A vítima afirma que, durante todas essas condutas, Caboclo estava embriagado. Ela disse ainda que ele a orientava a esconder garrafas de bebida na entidade, para que Caboclo consumisse durante o expediente.

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