Reprodução/Twitter/SaoPauloFC
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Ministério Público mantém torcida única até na Copa São Paulo

Federação Paulista tinha intenção de permitir acesso das duas torcidas numa eventual final entre São Paulo e Palmeiras, mas hipótese já foi rechaçada

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 07h00

A Federação Paulista esperava aproveitar a Copa São Paulo para fazer novamente clássicos estaduais com duas torcidas no estádio. Entretanto, o Ministério Público já vetou a ideia. Avisou que a Copinha irá seguir o que já ocorre em outros torneios, ou seja, torcida única, e não parece disposto a voltar atrás. Assim, caso a final do dia 25 reúna dois grandes do Estado - São Paulo e Palmeiras podem se enfrentar, apenas torcedores de um deles poderão ir ao Pacaembu.

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Após os jogos de quinta-feira, quando o São Paulo se garantiu na semifinal ao vencer o Vitória nos pênaltis por 4 a 3 após empate por 2 a 2 no tempo normal, mas o Santos perdeu do Internacional por 4 a 0, dois grandes paulistas só poderão se encontrar na decisão. Para isso, o Palmeiras tem de bater hoje a Portuguesa e depois ganhar seu jogo de semifinal – contra Flamengo ou Avaí –, e Tricolor passar na semi pelo Colorado.

O Estado apurou que a FPF aguarda a definição das semifinais para, caso o Palmeiras passe, para conversar com o Ministério Público sobre a possibilidade da presença de torcedores dos dois times em eventual decisão entre o Alviverde e o São Paulo. No regulamento da competição, não há nada que explique como proceder em caso de jogo que envolvam clubes que se enquadrem na determinação de torcida única. Mas não deverá ter sucesso.

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“Será com torcida única. Não temos nenhuma intenção em mudar isso, pois não se mexe em time que está ganhando. Você vê torcidas criando problemas em todo o jogo, independentemente da competição. Não é porque o torneio é de garotos que eles vão se comportar. Os torcedores são os mesmos dos jogos dos profissionais”, disse ao Estado o promotor Paulo Castilho.

A FPF trabalhava com duas ideias. A primeira, seria convencer o MP a abrir a exceção. Como sabia que a chance de reverter a determinação era pequena, estuda dar ao time de melhor campanha a possibilidade de receber sua torcida no estádio caso a final reúna São Paulo e Palmeiras.

Entretanto, ciente da decisão do MP, a entidade divulgou a seguinte nota: “A FPF vai atender às determinações do MP e dos órgãos de segurança”. A preocupação da federação, porém, é que o clube “desfavorecido” faça algum tipo de protesto, já que não há nenhuma citação no regulamento sobre o tema. Entretanto, vale ressaltar que a determinação de torcida única é do governo do Estado.

Desde abril de 2016, quando o MP instituiu que os clássicos ocorram com torcida única, não teve confronto de rivais estaduais na Copinha. Para reforçar que não tem vontade de abrir exceções, Castilho se baseia no que tem ocorrido nos clássicos. “Aumentou o público, tem mais família nos estádios, diminuiu a violência e os clubes economizaram na segurança. Qual o motivo para eu mudar isso? Os vândalos estão longe dos estádios.”

No Campeonato Paulista, o primeiro clássico vai ocorrer no dia 28 de fevereiro, um sábado, entre Corinthians e São Paulo, no Pacaembu. Disputa pelo mando. Com a manutenção da torcida única, São Paulo e Palmeiras passam a disputar também quem tem melhor campanha, algo que dá ao vencedor a possibilidade de ter seus torcedores numa decisão.

O São Paulo chegou à semifinal com 19 pontos – seis vitórias e um empate – e 14 gols de saldo. Marcou 19 gols e sofreu cinco. O Palmeiras enfrenta o Portuguesa hoje depois de conquistar 16 pontos (cinco vitórias e um empate) e 19 gols de saldo – marcou 20 vezes e foi vazado apenas uma vez.

 

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