JF Diorio|Estadão
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Ministério Público suspende organizada do Palmeiras dos estádios

Órgão vai investigar invasão ao CT do time no último sábado

O Estado de S. Paulo

31 de março de 2016 | 07h00

O Ministério Público (PM) de São Paulo determinou nesta quarta-feira a suspensão da Mancha Alviverde, a principal torcida organizada do Palmeiras. A ordem proíbe que qualquer instrumento, camisa ou faixa da facção seja exibida em estádios e vem em resposta à uma série de incidentes nos últimos dias do time com os seus seguidores.

Em entrevista à Rádio Globo, o promotor Paulo Castilho afirmou que o a Polícia Militar identificou 81 torcedores que no último sábado invadiram a Academia de Futebol do Palmeiras na manhã do último sábado para conversar com o elenco. "Em razão desses atos de violência, nós suspendemos. Oficiei à Federação Paulista de Futebol recomendando a suspensão de qualquer instrumento, faixa e indumentária que identifique a torcida até findar as investigações. Já tem imagem deles", afirmou.

O promotor contou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou inquérito para apurar o caso e o objetivo é impedir que os torcedores envolvidos na confusão possam entrar em estádios. 

O clube teve outros problemas com a torcida dias depois. Na madrugada de segunda-feira, o ônibus do Palmeiras foi atingido por uma pedra enquanto voltava de Presidente Prudente, onde a equipe foi goleada pelo Água Santa por 4 a 1, e nesta quarta, um grupo de torcedores invadiu o treino do elenco em Atibaia.

Castilho explicou que a invasão de sábado foi um ato organizado e que contou com a entrada de torcedores pelos muros da Academia de Futebol e até pelo portão principal, ao renderem os vigias do local. "Eles violaram um lugar privado, danificaram patrimônio do Palmeiras, intimidaram funcionários. Nós não podemos admitir isso no futebol. Vão ser identificados, já sabemos quais são alguns", comentou.

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