Ministério Público volta a falar em extinguir as organizadas

Medida é uma resposta aos atos de vandalismo registrado na terça entre Palmeiras e Corinthians no futsal

Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2008 | 20h15

O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira que tentará extinguir as principais torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras. A medida seria uma resposta das autoridades ao quebra-quebra protagonizado por torcedores dos dois times na noite de terça, no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo, onde os clubes disputavam uma partida de futsal. Veja também Final do Troféu Cidade de SP de futsal será fechada à torcida "Vamos pedir as fitas para a ESPN [emissora que transmitiu o evento] e, se comprovarmos a presença de integrantes das organizadas, vamos pedir a extinção sim", declarou Castilho. Pelas imagens do confronto, disponíveis no site da ESPN, é possível distinguir homens com camisas da Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde. "Tudo o que fizemos até agora não foi suficiente, então vamos pensar em punições mais severas, inclusive a extinção", disse Castilho. Em outras esferas do combate à violência nos estádios, a idéia do MP não é bem vista. A cúpula da Polícia Militar avalia que fechar as organizadas não trará resultados práticos - a não ser mais violência, já que os integrantes não teriam como ser vigiados pelas autoridades. O secretário municipal de esportes de São Bernardo, Vandir Mognon, estima em cerca de R$ 50 mil os prejuízos causados pela briga. "Quebraram bancos, vidros, lâmpadas e banheiros", citou. "Vamos tentar reparação por parte dos dois clubes e da Federação Paulista de Futsal. Quanto às torcidas, Mognon prefere vê-las punidas de outra forma. "Queria ver os baderneiros presos, porque sei que é difícil cobrá-los financeiramente", acrescentou. Mognon diz que não houve falta de policiamento no ginásio. "Ninguém acreditava que seria necessário chamar o Choque para um jogo de futsal", disse. "Mas, se eu soubesse que tudo isso iria acontecer, não teria oferecido o ginásio para ser sede do jogo." As duas organizadas negaram qualquer relação com os episódios no ABC. Ambas informaram, ainda na manhã de terça, que não estariam no ginásio - versão que as autoridades confirmam. Ambas afirmam ainda que a briga foi causada por torcedores locais, sem ligação oficial com Mancha ou Gaviões.

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