Ministro admite eleição na CBF

O ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, voltou a frisar a importância da criação das Ligas de Futebol e a saída de Ricardo Teixeira do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), hoje, durante a entrega do 7ª Prêmio Instituto Cultural de Seguridade Social (ICSS), no Hotel Le Meridien, no Leme, zona sul.Segundo ele, a reestruturação na entidade "necessita de novos dirigentes, com uma postura administrativa empresarial".Melles acredita que a reestruturação na CBF estará pronta até março, o que viabilizaria a realização de uma eleição para a escolha de um novo presidente. Segundo o ministro, a reorganização do futebol brasileiro terá de incluir a efetivação das Ligas, na organização dos campeonatos."A questão do futebol brasileiro é estrutural. Com as ligas, a CBF perde todo o despotismo. Nem o Ricardo queria que isso continuasse", disse Melles.Defesa - O advogado da CBF, Luiz Roberto Barroso, negou hoje que Teixeira vá renunciar ao cargo de presidente. Segundo Barroso, o dirigente já está "fazendo planos" para a disputa da Copa do Mundo de 2002.Sobre as acusações que Teixeira vem sofrendo, o advogado disse que seu trabalho é o de defender a CBF e não o dirigente.Apesar de não querer comentar a vida pessoal de Teixeira, Barroso afirmou "não ver nenhum problema" nas acusações que pesam sobre o presidente da CBF, desde que elas não interfiram em sua administração.

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