Ministro defende saída de indiciados

O ministro dos Esportes e Turismo, Carlos Melles, defendeu nesta sexta-feira, a saida dos dirigentes de clubes apontados no relatório da CPI do Futebol, do Senado. "A reformulação é estrutural e conjuntural. Mais estrutural, e isso passa pela saída das pessoas", afirmou o ministro. "Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos. Ou seja, tem que haver a reestruturação", acrescentou Melles, anunciando, ainda, que, na próxima semana, o governo começa a discutir uma medida provisória para aplicar a lei de responsabilidade social no futebol.Melles contou que chegou a aconselhar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, a deixar o cargo antes mesmo do relatório final da comissão, mas não obteve êxito. "Propus a ele (Ricardo Teixeira) que renunciasse, mas diálogo e a proposta é uma coisa, acontecer já é outra", afirmou Melles. Segundo ele, na reformulação do futebol é necessário "gestões transparentes e clara", referindo-se aos dirigentes citados pela CPI que, no entanto, não quis citar nenhum nominalmente.O ministro também negou que haja pretensão de uma intervenção na CBF. "Não cabe a nós fazer nenhuma ingerência sobre uma sociedade civil", disse Melles, ressaltando que apoiou o trabalho da comissão e sua defesa da reestruturação é baseada no relatório final. "Aconteceu a votação e sua aprovação foi por unanimidade."Medida - O governo esperava apenas o relatório final da CPI do Futebol para tomar as primeiras iniciativas de reestruturação do setor e, na quarta-feira, quando o ministro receber o documento dos senadores, apresentará a comissão encarregada de formular a medida provisória, batizada antecipadamente como Lei de Responsabilidade Social. A intenção do governo é fazer com que o futebol passe a ser também um gerador de empregos para a população carente."Hoje temos em torno de 500 clubes de futebol e, se cada um deles jogar duas vezes por semana, o quanto de emprego isso gera na sociedade é muito grande", afirmou Melles. "Investimos em vários setores, inclusive dando um pro-labore para os pára-atletas e vamos agora investir no maior dos esportes brasileiros que é o futebol", garantiu o ministro, que ainda não sabe a forma como a intervenção branca do governo será feita pela MP.

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