Ministro descarta intervenção na CBF

O ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, disse que não tem poder de intervir na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e jogou a responsabilidade de uma eventual punição a dirigentes da entidade para o Poder Judiciário. "O Ministério Público é quem tem que tomar uma posição e deixar o Judiciário, que é o órgão competente, punir ou não os culpados", disse hoje, numa alusão às denúncias que envolvem, entre outros, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acusado de crime de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.Melles tentou não criticar abertamente Teixeira, mas lembrou que o dirigente assumiu um compromisso e não deve deixar de cumpri-lo.Referia-se ao Calendário Quadrienal do Futebol Brasileiro, cujos presidentes das Federações Estaduais de Futebol tentam anular, em troca de apoio a Teixeira.Para Melles, Teixeira vem se excedendo em suas declarações e deveria ficar em silêncio refletindo sobre o futuro do futebol brasileiro. "Em boca fechada não entra mosquito", considerou. "Vamos ter de encontrar uma solução, pois do jeito que está, o futebol não pode ficar. Pode ser uma saída negociada ou uma medida mais dura." O ministro do Esporte e Turismo voltou a defender a criação das Ligas de Futebol. Segundo Melles, elas são necessárias, principalmente, porque vão tirar da CBF o poder que a entidade exerce no futebol.Melles esteve na sede da Prefeitura do Rio, onde assinou três convênios que prevêem a liberação de R$ 7,94 milhões para a efetivação de projetos de incentivo ao esporte na cidade.

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