Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ministro do Esporte condena 'barbárie' dos torcedores uniformizados

Aldo Rebelo, em palestra em São Paulo, pede o rigor da lei para esses arruaceiros

O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2014 | 13h55

SÃO PAULO -  Em palestra na manhã desta quinta-feira no Tribunal de Justiça de São Paulo, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, manifestou sua indignação com a situação bélica das torcidas organizadas do clubes paulistas. Ele chamou de "barbárie" o que tem acontecido nos últimos dias, em que um torcedor do Santos foi morto após apanhar com barras de ferro de rivais são-paulinos.

"Não há como conviver com essa barbárie que testemunhamos toda semana." O ministro ressaltou a necessidade de se criar em todos os estados brasileiros um juizado específico para o torcedor. Segundo Rebelo, o Conselho Nacional de Justiça já trabalha nesse sentido para que medidas práticas e enérgicas sejam tomadas. O ministro ressaltou, no entanto, que esse problema não diz respeito à Copa do Mundo, mas ao futebol brasileiro de modo geral.

"A impunidade estimula esse tipo de ação", disse. O ministro engrossa o couro dos que acham que a polícia precisa prender esses bagunceiros e que todos devem ser tratados com o rigor da lei.

Aldo também não escapou de perguntas sobre a possibilidade de o Brasil de transformar num centro de manifestações populares durante a Copa do Mundo. O ministro não se curvou ao afirmar que as "manifestações pacíficas são legítimas, protegidas por lei, diferentemente das passeatas violentas". Aldo pontuou que as manifestações populares não devem ser tratadas como algo especial. "Não há o que se fazer a não ser aplicar as leis. Não podemos transformar isso em assunto estraordinário."

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