Dida Sampaio/Estadão - 29/01/2015
Dida Sampaio/Estadão - 29/01/2015

Ministro do Esporte diz que governo não mudará texto da MP

George Hilton garante que não negociará pontos das contrapartidas

MARCIO DOLZAN E VINICIUS NEDER, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 13h13

Um dia após comparecer à posse de Marco Polo Del Nero na presidência da CBF e se demonstrar "muito receptivo" aos apelos do dirigente para que sejam revistos alguns pontos da Medida Provisória (MP) 671, que trata do refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, o ministro do Esporte, George Hilton, afirmou que o governo não tem intenção de modificar o texto encaminhado ao Congresso.

"Eu tenho dito, e falei recentemente em uma audiência no Senado, que nós não vamos negociar os pontos importantes que tratam das contrapartidas. Nós discutimos amplamente isso com todos os clubes das Séries A, B, C, com a CBF, com atletas, e todos entenderam que o momento exigia, sim, uma nova política, uma nova relação do governo com os clubes", declarou Hilton.

"A gente quer sobretudo que os clubes nos ajudem também, para que esse texto seja aprovado e a gente inaugure um novo momento para o futebol", ressaltou o ministro, logo após participar do lançamento do segundo conjunto de moedas comemorativas para os Jogos Olímpicos, em evento no Comitê Rio-2016.

É praticamente consenso entre os clubes da Série A que nenhum deles deverá aderir à renegociação das dívidas se o texto da MP 671 não for alterado. Cartolas de diferentes times não concordam com o que chamam de "excesso de interferência estatal", e alegam que nenhum ponto que havia sido sugerido pelos clubes foi considerado no texto que está no Congresso.

Sobre isso, Hilton diz que cabe aos cartolas negociarem com o parlamento. "Hoje o texto está no Congresso Nacional e nós temos a certeza de que ele será aprimorado, e é a oportunidade de os clubes dialogarem agora com o Congresso Nacional", considerou o ministro.

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