Ministro do Esporte explica combate à violência nos estádios

George Hilton anuncia envolvimento de governo, clubes e torcidas

Estadão Conteúdo

05 Março 2015 | 15h09

Em meio à discussão sobre diferentes formas de se combater a violência nos estádios de futebol, o ministro do Esporte, George Hilton, se manifestou e prometeu também fazer sua parte. Em entrevista ao Blog do Planalto, ele detalhou algumas medidas tomadas com esta finalidade. Entre elas, a criação de grupos de trabalho interministeriais para que haja uma atuação integrada entre o governo federal, os governos estaduais e as polícias militar e civil.

"Nós iniciamos com a formação de um grupo de trabalho que vai envolver, no primeiro momento, a secretaria nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, os dirigentes de clubes e os dirigentes de torcidas organizadas. Depois desse entendimento, nós vamos fazer um grupo de trabalho interministerial, envolvendo os ministérios do Esporte e da Justiça, e também as polícias estaduais", disse.

Outro dos passos dados pelo Ministério tem relação bem mais direta com as arquibancadas. A campanha Grito de Paz foi iniciada no último fim de semana e, pelo menos na avaliação de George Hilton, foi um sucesso. De acordo com ele, a ideia é conscientizar o torcedor e lembrá-lo do lado humano do esporte.

 

"Até chegar ao campo, todo torcedor é pai, é filho, é esposo. Ele tem família, convive no seio da família, e a gente quer também que as famílias se envolvam nessa campanha, conscientizando cada pessoa que vai ao estádio de que ela vai para assistir a uma partida de futebol, e ela precisa ir e voltar em paz", comentou.

A campanha teve início no clássico Gre-Nal e figurou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil no último domingo. O duelo gaúcho, aliás, foi uma marca no combate à violência nos estádios, uma vez que adotou a implantação de um setor misto, no qual torcedores de Internacional e Grêmio conviveram em paz no Beira-Rio.

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