Ministro e clubes de São Paulo pedem mudanças na lei Pelé

Proposta que deve ser analisada pela Câmara estabelecerá parâmetros os clubes considerados 'formadores'

Agência Estado

04 de março de 2008 | 17h57

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, e representantes de 21 clubes paulistas estiveram nesta quarta-feira em Brasília para fazer lobby por alterações na Lei Pelé, que recebe o esporte brasileiro. Eles participaram de reuniões com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e com os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir a criação de um mecanismo que evite a saída de jogadores muito jovens para o exterior. "A cada dia, os jogadores saem [para o exterior] sem qualquer controle e o prejuízo é cada vez maior. Essa legislação é prejudicial a todas as entidades de futebol", defendeu Del Nero, que conta com o apoio de Orlando Silva na sua pressão. "O próprio Pelé, em reunião conosco, se manifestou favorável à revisão da lei Pelé. Nosso objetivo é proteger os clubes que formam atletas, que hoje saem do Brasil muito cedo", disse o ministro. A legislação atual permite ao clube assinar um contrato profissional com o atleta depois dos 16 anos, por até cinco anos de duração. Mas, depois de três anos, a transferência para um clube estrangeiro pode ser feita apenas com o pagamento da multa rescisória, que é proporcional ao salário do atleta.  A proposta que deve ser analisada numa comissão especial pela Câmara deve estabelecer alguns parâmetros para que o clube possa ser considerado 'formador' e conte com a proteção pedida pelos cartolas. "O clube formador é o que oferece condições a um jovem, como assistência escolar, médica e psicológica, além do treinamento esportivo. O clube tem responsabilidades e precisa ter vantagens", explicou Orlando Silva. Além de Del Nero, estiveram presentes dirigentes de 11 clubes paulistas: Palmeiras, Corinthians, Paulista, Bragantino, América, União São João, São Bento, Nacional, Força, São Bernardo e Paulínia.

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