Ministro festeja confirmação de SP como sede da Copa

O ministro do Esporte, Orlando Silva, comemorou nesta quarta-feira comunicado da Fifa que confirma a participação de São Paulo como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. "São Paulo está de parabéns, finalmente. Demorou um pouco, mas São Paulo cumpriu com aquilo que se esperava da cidade", disse, durante a abertura do 6.º Salão do Turismo, na capital paulista.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 16h07

Ainda que a entidade esteja prometendo anunciar apenas em outubro a cidade que sediará a abertura da Copa, o ministro disse que vai pedir a antecipação do anúncio, uma vez que representantes da Fifa estarão no Brasil no final deste mês e já teriam condições de escolher entre São Paulo, Belo Horizonte, Brasília ou Salvador.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também presente no evento, avaliou que está politicamente decidido que a capital paulista receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014, faltando agora apenas quesitos burocráticos para que a questão seja oficializada. "Cem por cento mesmo só no dia do jogo da abertura, isso acontece com todo evento. Do ponto de vista político, está definido. Agora, é só cumprir os rituais (burocráticos), mas existem totais condições para que a abertura aconteça aqui. Todos sabem que vai acontecer", comentou o prefeito.

Aliviado com o anúncio, o prefeito agradeceu pelo empenho, para incluir São Paulo entre as cidades-sede, a presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Geraldo Alckmin, bem como aos ex-governadores José Serra e Alberto Goldman. "Estou muito feliz, foi uma jornada muito difícil", admitiu.

O prefeito ressaltou que houve um trabalho em conjunto entre os governos federal, estadual e municipal para que São Paulo cumprisse os pré-requisitos exigidos pela Fifa. "O ministro fez a sua parte, eu fiz a minha parte, o governador e a presidente fizeram a sua parte", disse o prefeito, negando que em algum momento do processo tenha recebido puxões de orelha do governo federal.

O ministro do Esporte preferiu trocar o termo "puxão de orelha" por preocupações em relação ao andamento do processo. Ele não nominou os culpados pelo atraso na definição de São Paulo como uma das cidades-sede, mas insinuou que os antecessores do atual governador não se empenharam como era esperado. O ministro foi perguntado sobre os motivos da demora para viabilizar o estádio para sediar o evento. Ele respondeu que era preciso "perguntar para o pessoal de São Paulo".

"Não teve puxão de orelha. Muitas vezes eu manifestei minha impressão de que o governador Geraldo Alckmin procurou construir uma atitude mais positiva no processo", afirmou.

Para o ministro, assim como o governador, o prefeito de São Paulo conseguiu criar um ambiente favorável para a solução do impasse. "O que importa é que São Paulo se habilitou e temos de comemorar. Não temos de ficar olhando para o retrovisor", justificou. Ele confessou ainda que espera que a cidade seja efetivada como sede da abertura da Copa do Mundo, por ser a maior cidade do Brasil. "A gente espera que São Paulo tenha um grande protagonismo na Copa do Mundo."

O ministro disse que deseja também que as outras cidades que concorrem contra São Paulo pela abertura da Copa do Mundo tenham um papel de destaque no evento. Orlando Silva ainda admitiu, embora tenha reforçado que não teme que o Brasil não seja capaz de sediar a Copa do Mundo, que até o evento não ficará totalmente tranquilo. "Eu nunca estou tranquilo. Há tarefas a serem cumpridas até lá. Eu tenho paz de espírito, mas estou consciente de que o Brasil tem de trabalhar muito até 2014", disse.

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